Ontem fui à Feira do Livro e que saudades do cheiro do alfarrabista, dos livros manuseados por muitos que repousavam em tabuleiros de madeira.
Ao contrário, senti o cheiro a pipocas, bifanas, algodão doce, para não falar dos sem cheiros, cavacas, queijadas, arrufadas, arrepiados, tão arrepiados como eu que a noite por lá estava fria.
Hoje existe uma área enorme de barraquinhas onde os seguranças nos perseguem e os códigos de barras dos livros que já levamos connosco teimam em apitar. Não quero dizer qual é a editora mas LEIA com atenção não toque em nada e talvez o bip bip os deixe passar.
Não vão à Feira sem dinheiro, o multibanco anunciado não está lá. Em contrapartida tem muita esplanada e muitos aromas.
Os descontos de Feira variam de 2 a 3 euros, MILAGRE!!
Alguém terá que me explicar melhor o que se entende por Feira do Livro.
sábado, 9 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Momentos Hilariantes
Sabem que em cima de uma mesa ficou um porta bebés com bebé e tudo?
Vimos os pais irem para o carro, mas longe de pensarmos que o bebé era esquecimento. Era!
Fomos a correr chama-los quando percebemos que iam mesmo embora.
(Desculpe quem achar que não é hilariante, foi-o aqui, porque sabíamos que nunca deixaríamos que o carro partisse sem os chamar)
Ana Bela
Vimos os pais irem para o carro, mas longe de pensarmos que o bebé era esquecimento. Era!
Fomos a correr chama-los quando percebemos que iam mesmo embora.
(Desculpe quem achar que não é hilariante, foi-o aqui, porque sabíamos que nunca deixaríamos que o carro partisse sem os chamar)
Ana Bela
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Finalmente a primeira sessão.

Começou com um trabalho sobre Fernando Pessoa apresentado em PPS, passando por todos os heterónimos do poeta onde nem faltou Ofélia, nem a poesia dita pelos alunos da escola Frei Gonçalo de Azevedo.
Agradeço ás duas professoras, Manuela Inácio e Júlia Perdigão e aos alunos o trabalho e a contribuição dada esta noite à poesia. Também ela uma forma de cultura.

E fomos andando de poeta em poeta, dizendo e ouvindo e conversando.

Ana Bela
Começou com um trabalho sobre Fernando Pessoa apresentado em PPS, passando por todos os heterónimos do poeta onde nem faltou Ofélia, nem a poesia dita pelos alunos da escola Frei Gonçalo de Azevedo.
Agradeço ás duas professoras, Manuela Inácio e Júlia Perdigão e aos alunos o trabalho e a contribuição dada esta noite à poesia. Também ela uma forma de cultura.
E fomos andando de poeta em poeta, dizendo e ouvindo e conversando.
Ana Bela
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Finalmente vamos ter o nosso espaço onde, espero, vamos poder partilhar a escrita, com a amizade, a poesia, o estar lá, aqui, em todo o lado onde haja um amigo.
Vamos em conjunto, dar as mãos a todos quantos com a sua escrita, imortalizaram em livros as palavras que afinal gostaríamos de ser nós a ter pensado.
Juntos, vamos de certeza ser poetas. Quem sabe.....
Ana Bela
Vamos em conjunto, dar as mãos a todos quantos com a sua escrita, imortalizaram em livros as palavras que afinal gostaríamos de ser nós a ter pensado.
Juntos, vamos de certeza ser poetas. Quem sabe.....
Ana Bela
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Chegou o mês de Maio e com ele mais dois livros que recomendo vivamente.
Sei que as leituras que uns gostam, a outros não dizem nada, mas estes dois temas, a morte de um pai e a amizade, decerto dizem muito a todos os que gostam de ler.
Cito:
"Morreste-me"
"passei a noite sozinho. Sentado ao lume que não arde, como se me visitasses"
José Luís Peixoto
"As velas ardem até ao fim", um hino à amizade, de ler e reler. Mais, a partir de certa altura até ao fim, apetece voltar atrás tantas vezes quantas o tempo nos deixar.
Sei que as leituras que uns gostam, a outros não dizem nada, mas estes dois temas, a morte de um pai e a amizade, decerto dizem muito a todos os que gostam de ler.
Cito:
"Morreste-me"
"passei a noite sozinho. Sentado ao lume que não arde, como se me visitasses"
José Luís Peixoto
"As velas ardem até ao fim", um hino à amizade, de ler e reler. Mais, a partir de certa altura até ao fim, apetece voltar atrás tantas vezes quantas o tempo nos deixar.
domingo, 3 de maio de 2009
sonhei
sonhei-te, quando
os lobos uivam lá fora
quando a noite entoava o seu cântico calado
sonhei-te, como se sonham os possíveis
dos impossíveis
como se sonham dos máximos os mínimos
sonhei-te, como se fora a mais pequena
partícula da tua matéria
o teu átomo.
Acordo sempre assustada
mas hoje fiquei adormecida.
O sonho era meu
fiquei!
Com ousadia prolonguei-me
no teu olhar.
Tocaste-me docemente
como se fora um jogo de paciência
com gozo.
E com o mesmo gozo
deixei-te penetrar o meu casulo
a minha capa.
Deixei que me sonhasses
antes que o dia acordasse.
Ana Bela
sonhei-te, quando
os lobos uivam lá fora
quando a noite entoava o seu cântico calado
sonhei-te, como se sonham os possíveis
dos impossíveis
como se sonham dos máximos os mínimos
sonhei-te, como se fora a mais pequena
partícula da tua matéria
o teu átomo.
Acordo sempre assustada
mas hoje fiquei adormecida.
O sonho era meu
fiquei!
Com ousadia prolonguei-me
no teu olhar.
Tocaste-me docemente
como se fora um jogo de paciência
com gozo.
E com o mesmo gozo
deixei-te penetrar o meu casulo
a minha capa.
Deixei que me sonhasses
antes que o dia acordasse.
Ana Bela
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