quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ser poeta na voz das crianças

Homem que sonhas
Sonhas...sonhas
sonhas e fazes obras
obras diferentes
diferentes como tu
Tu que gritas
gritas a Paz
Paz que semeias
semeias e colhes
colhes o calor das crianças
Crianças que amas
amas o desconhecido
desconhecido que só tu conheces
Conheces Crianças do Mundo
Mundo que tu abraças
abraças com Amor
Amor palavra forte
forte és tu...
Tu só podes ser
Ser um Poeta

Teresa Alexandra Silva Lopes, 7 Anos
Instituto Piaget


Ana Bela

terça-feira, 26 de maio de 2009

Renato Epifânio, membro da associação Agostinho da Silva, fez-me chegar a revista "Nova Águia", Cultura para o Século XXI.
Explicação dos autores:
Como é sabido, a Águia foi uma das mais importantes revistas do inicio do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A "Nova Águia" pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu "espírito", adaptado aos nossos tempos, ao século XXI, como se pode ler no nosso Manifesto.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Fotografia: Pedro Duarte

Os nossos pais ensinam-nos amor, riso e também a andar. Mas quando abrimos um livro, descobrimos que temos asas.

Helen Hayes

Ana Bela

domingo, 24 de maio de 2009

Quando não estamos por cá

Não moro ao pé.
Mas quando vou ao Grilo, adoro k ele tenha as doors abertas para ouvi-lo cantar.
Boas férias.

Agosto 2004

Mensagem recebida por sms e transcrita na integra

Ana Bela

sábado, 23 de maio de 2009

Perguntaram uma vez ao poeta William Stafford: «Quando foi que resolveu ser poeta?»
Stafford respondeu que aquela pergunta era inteiramente fora de propósito. «Todos nós nascemos poetas», disse, «pois as pessoas descobrem aos poucos o modo como as palavras funcionam e soam em conjunto; as pessoas preocupam-se com as palavras e gostam delas. A pergunta a fazer seria, 'Porque é que as outras pessoas pararam de ser poetas'».

Ana Bela

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Não resisto à tentação de transcrever excertos de prosa ou poesia dos nossos livros. Desta vez do Volume III, "reencontros à mesa do café" - Poesia -

gostas de rosas?

sim...gostei um dia.

Diz-me...

Quanto tempo passou
Até já não se venderem rosas?
Até deixares de mas oferecer,
E eu de tas pedir?
Quanto tempo se esgotou
Até perderem significado?
Até o constatarmos?

Era rara uma zanga e ainda assim surgia uma rosa
Para demonstrar que tudo era efémero....e acabou por ser.

Quanto tempo se escoou,
Até te esqueceres de me dar a mão,
Até não me lembrar de te dar a minha?
Abandonei-a perto de ti tantas vezes...

Estavas ausente
Tornei-me ausente.

Quanto tempo percorremos,
Até tudo nos ser indiferente,
Até não se venderem rosas,
Até não possuirmos mãos?

Tornámo-nos imperceptíveis,
impalpáveis, um ao outro...
As rosas ficaram pálidas,
o tempo avançou sobre elas,
Restando somente pó
e pétalas quebradiças.

Lembro-me da rua, lembro-me que era um final de tarde.
Lembro-me de não ter dito nada. Naquele dia soube que caminhávamos para o vazio e calei-me. Estava cansada. Fora mais um dia intenso de trabalho e nesse momento falhou-me a voz. Recostei-me no banco do carro e coloquei os óculos escuros de tal forma tinha a vista cansada. Anoitecia.

Devia ter-to dito. Pelo menos teria tentado.

Raquel Vasconcelos

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Por ocasião da edição dos livros do Grilo "Escrever é um lugar tão perto", uma amiga, a propósito, enviou-nos esta mensagem que não resisto a transcrever:

"Nutridos de sonhos, os clientes do "Grilo", adoçam o café com poesia e ousam escrever à mesa uma prosa de bolos...E fantasia.
Parabéns pela ideia, pela entrega."

Manuela Inácio


Ana Bela