Mais um poema dos "Nossos Vossos" livros,
Volume I Poemas no Café grilo
Ao fundo da minha praia
Ao fundo da minha praia
já não há cais onde acoste;
há, só, a espuma-cambraia
da onda a bater num poste.
E sem que apague o cigarro,
num gesto de amor vazio,
agora é, nele, que amarro
a proa do meu navio.
Ao fundo da minha praia...
já não há cais ...só um poste.
Veio a bruma do mar alto
veio o salitre do mar;
e o tempo tomou de assalto
a fateixa singular,
a deixa-la carcomida,
pouco a pouco, sem ver,
ate não restar mais vida
onde a vida se prender.
Ao fundo da minha praia...
já não há cais ...nem há poste.
Francisco Alvaredo
Ana Bela
sábado, 20 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
A uma menina.
Hoje é para ti a minha conversa. Sei que vens ao Blog todos os dias, isso deixa-me muito contente.
Grande parte dos teus anos, foram passados perto de mim. Lembro-me, quando eras ainda um bébé, brincava contigo em cima da arca dos gelados. Também sei que dizes ser eu uma das pessoas de quem gostas muito. Podes crer que o meu amor por ti é também tão forte, que me custa ver-te crescer, pois assim foges cada vez mais do meu colo.
Sabes o que queria para ti? que o desejo manifestado no teu conto no livro das crianças se tornasse realidade. Que um dia ao entrares na cozinha estivessem lá realmente os três Bichinhos de estimação que tanto queres.
Tua Amiga muito especial,
Bela
Ana Bela
Hoje é para ti a minha conversa. Sei que vens ao Blog todos os dias, isso deixa-me muito contente.
Grande parte dos teus anos, foram passados perto de mim. Lembro-me, quando eras ainda um bébé, brincava contigo em cima da arca dos gelados. Também sei que dizes ser eu uma das pessoas de quem gostas muito. Podes crer que o meu amor por ti é também tão forte, que me custa ver-te crescer, pois assim foges cada vez mais do meu colo.
Sabes o que queria para ti? que o desejo manifestado no teu conto no livro das crianças se tornasse realidade. Que um dia ao entrares na cozinha estivessem lá realmente os três Bichinhos de estimação que tanto queres.
Tua Amiga muito especial,
Bela
Ana Bela
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Um poema de Florbela Espanca para recordar que a próxima sessão das Conversa do Grilo, a terá como convidada.
A minha Dor
é um convento.
Há líríos
Dum roxo macerado
de martírios,
Tão belos como nunca
os viu alguém!
Nesse triste convento
aonde eu moro,
Noites e dias rezo
e grito e choro,
E ninguém ouve...
ninguém vê...ninguém...
In «A Minha Dor»
Florbela Espanca
Ana Bela
A minha Dor
é um convento.
Há líríos
Dum roxo macerado
de martírios,
Tão belos como nunca
os viu alguém!
Nesse triste convento
aonde eu moro,
Noites e dias rezo
e grito e choro,
E ninguém ouve...
ninguém vê...ninguém...
In «A Minha Dor»
Florbela Espanca
Ana Bela
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Momentos Hilariantes
Manhã, casa cheia, atenção redobrada para não deixar ninguém sem café. Eis que entra um senhor com um cotonete enfiado no ouvido.
Claro que se dispersou a nossa atenção e rimos até ás lágrimas.
Ana Bela
Claro que se dispersou a nossa atenção e rimos até ás lágrimas.
Ana Bela
terça-feira, 16 de junho de 2009
E por fim a tão esperada sessão de autógrafos dada pelos verdadeiros protagonistas deste livro.





Fotografias: Carlos Vieira
Queremos agradecer todo o apoio da Junta de Freguesia de Carcavelos na pessoa da sua Presidente Dra. Zilda, ao pai da aluna Beatriz Vieira da Escola nº2 de Carcavelos pela reportagem fotográfica e a todos os presentes.
Ana Bela
Fotografias: Carlos Vieira
Queremos agradecer todo o apoio da Junta de Freguesia de Carcavelos na pessoa da sua Presidente Dra. Zilda, ao pai da aluna Beatriz Vieira da Escola nº2 de Carcavelos pela reportagem fotográfica e a todos os presentes.
Ana Bela
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