domingo, 27 de setembro de 2009

Hoje, confesso, acordei com vontade de ser feliz.
Amarrei, até, no pulso o amor-perfeito
que foi secando no meu peito e retomei a velha máxima:
não deixar que qualquer angústia atinga o coração
Um castelo de areia, é tudo quanto quero
para acostar o meu barco de papel
Graça Pires

sábado, 26 de setembro de 2009

Quando não estamos por cá

Quando alguém nos faz falta, temos dificuldade em rejubilar com as suas ausências.

Agosto 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Declaração

Eu, aluno (e não só), vou pela primeira vez na minha vida, na minha história fazer (e com prazer) no meu caderno diário, um trabalho a valer. Trabalho de casa, calcula! Mas repara: não se trata de uma cópia, também não é uma conta nem é sequer um ditado.
Pode até parecer redacção. Mas cuidado! Olha que não. Não é mesmo redacção nem rotina-qualquer, repetição-que-me-ralha ou palha de um- verbo-encher!. É isso sim, (francamente) reflexão-de-fundo (e séria), um cá-de-dentro-que-sai, um cá-de-dentro-que-grita, vontade de estar contigo de outra maneira, autenticamente.
Acabou-se a brincadeira!
Chamam-me normalmente criança. Tu também.
Criança?!... só se for de apelido!... Como se eu fosse apenas (e só) mais um conceito abstracto a juntar a tantos outros, a uma cultura-geral!...À tua cultura geral!
E que sou eu afinal?
Pois quer tu queiras quer não, sou um João, mas João-vivo (concreto), cultura-viva (contente), de apelido tão grande, tão grande, como a vida, o mundo a vontade de os viver, a vontade de aprender tudo, todos... eu próprio! João- concreto, de apelido eu-gosto-quero-aprender-e-ser-quero-viver-rir-pular-cantar-ler-escrever-e-cantar-gostar-gostar-gostar! Gostar de todos, de ti também, mas confesso que nem sempre ajudas muito. Por vezes não ajudas mesmo nada.

Porque passas assim (com-tanta-pressa) por mim?
SE eu, por exemplo, te perguntasse a cor dos meus olhos (agora) nem sequer a saberias dizer. Porquê? e afinal se me olhasses nos olhos, quantas vezes verias como eles já estão cor-de-lágrima e isso, garanto-te, já nos ajudaria.

Bem, não fiques triste.
Calma... gosto de ti.

Data - 19-e-70 e sempre
Nome - João-concreto... de apelido tão grande, tão grande como a vida, que só quer
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Gostar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ofereceram-me há tempos um livro, se assim se pode chamar, pois é impresso numa espécie de papel de sebenta e escrito com letra de criança do primeiro ciclo.
Foi editado em 1970 por Básica Editora S.A.R.L. (claro que já extinta) com sede na Av. Elias Garcia, 49 R/c - Lisboa / telefone (reparem) 779273.
Trinta e nove anos tem a edição.
Depois de curiosamente ler o livro, resolvi fazer um apanhado do mesmo. Que me perdoe quem não concordar, mas eu também fui professora, também por lá andei.
Não querendo escrever um post muito longo, pois quebra a atenção que o texto merece, escreverei o resto amanhã.
Terei que acrescentar, que foi um amigo do Grilo que mo ofereceu e que de alunos e professores se trata. Curiosos?


Ana Bela

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mais um dito dos meninos pequeninos:


"Depois de um arrufo entre mãe e filha, a mãe achou por bem fazer as pazes e dizer à Teresinha que a adorava e que a tinha no coração. A resposta não se fez esperar.
Tenho a mãe em todo o corpo... menos no pipi e no rabo."

4 anos

terça-feira, 22 de setembro de 2009

No Grilo parece que deixo sempre algo por dizer... o que é bom, porque me faz querer voltar.
É essa a magia do Grilo.
Parece que se deixa algo por dizer, por comer... um olhar...
Então voltamos lá.
É essa a diferença do Grilo.
O Grilo é muito mais que um café, é uma segunda casa para muitas pessoas: senão a vizinhança não se instalava na esplanada com a família e os amigos.
Há lugares assim especiais que nos entram por acaso na vida.
Parece que estiveram todo o tempo à nossa espera para serem descobertos.

Escrito e enviado por

Rita Costa e Sousa

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Tristeza e alegria têm que estar em doses certas nas nossas vidas, para que se chame isso mesmo, "vida". É pois com tristeza que deixo aqui a minha homenagem a um amigo de todos os dias, de um cantinho na esplanada, de tantas sessões de poesia juntos na Biblioteca Municipal de Cascais, de de tantas conversas, de tantos poemas.

Deixou-nos, não sem antes editar um livro de poesia. Cito.


Setenta Primaveras
A idade não é doença...
É vida acumulada,
É força de presença,
É uma etapa na estrada.
Vida verde ou mais madura...
É sempre uma aventura,
Uma esperança renovada.
Mesmo com anos sofridos,
O desafio é ir além...
Não são os braços caídos
Que merecem ventura
De tempos bem vividos.
Ter idade, é ter um bem,
Que é tanto maior,
Quantos mais anos se tem.
Franklim Gomes