quinta-feira, 29 de julho de 2010

Está uma nota informativa no Café Grilo, com a data das nossas férias e também relembrando o número do telemóvel que podem usar para enviar as vossas mensagens como vem sendo hábito há muito tempo. É sempre um prazer saber o que sentem na nossa ausência, o que se renova quando à chegada afixamos as mensagens e achamos engraçada a admiração de quem as lê.

Pode dar largas à sua imaginação, aos seus sentimentos de saudade, porque não? Nós não identificamos a origem...


Ana Bela

quarta-feira, 28 de julho de 2010

E ainda recordando o Verão, os 15, 16, 17 anos, pergunto-me como eramos tão animados e felizes com o tão pouco que tinhamos. A música era sem dúvida o nosso bem e o maior de todos era podermos conversar, falar uns com os outros, rir e estar horas em diálogos que nos preenchiam, nos traziam sempre algo de novo.
Não sou muito apaixonada por computadores, servem para o que servem e tenho muito mais horas para dispensar a uma boa leitura. Parecerá a alguns insensato, mas ainda bem que este ecrã que tenho à minha frente, não tinha no tempo em que cresceram comigo os amigos, em que todos tivemos tempo para nos ouvir.



Ana Bela

terça-feira, 27 de julho de 2010

A praia da Parede, foi sempre a minha praia, morava perto e lembro as férias de Verão, depois de um ano fechada no Instituto de Odivelas, como o melhor que havia. Os meus irmãos e os nossos amigos, viviamos até à noite na praia, lembro-me que a minha mãe por vezes leváva-nos o jantar e nós ali estávamos como se fosse o Paraíso.
Hoje, não sei se se pode fazer o que fazíamos, há uma mudança de atitude e temos medo. Ontem, sai de casa por volta das 20h30m e fiquei abismada, as praias estavam cheias, como nos tempos da minha adolescência, tive saudades e que saudades. Só não acredito que alguém se atreva a ficar até nascer o sol e nós sim ficávamos.




Ana Bela

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Digo muitas vezes que a minha cozinha é o espaço onde dou largas à imaginação. Talvez porque quis um dia ser arquitecta. No entanto não me afastei muito da área das artes e os anos que dei aulas, deram-me imensa satisfação.
Como gosto de cozinhar, para mim é tudo uma questão de criar, deixo aqui uma receita que faço há pouco tempo no Grilo, mas que tem sido muito bem aceite.

Um pacote de massa Brich, o recheio que quizer e faça assim: as folhas são muito finas, tem que as barrar com manteiga uma a uma, depois ponha um montinho de frango cozido, ou fiambre ou atum, ou o que lhe apetecer, no meio do recheio ponha uma gema de ovo crua, dobre a massa em quatro e leve ao forno bem quente até dourarem. Pode ser um recheio doce, se a ideia for para sobremesa. Experimente porque é também uma óptima sugestão para aquelas sobras que não sabe o que fazer com elas.



Ana Bela

domingo, 25 de julho de 2010


Um recadinho que me chegou hoje à cozinha. É bom saber que a Moamba estava boa. mas o que
me alegrou, foi a palavra que não ouvia há muito "Kwatcha". Obrigada.
Ana Bela

sábado, 24 de julho de 2010


Antero de Quental, figura destas notas, merece que o recordemos na próxima sessão de poesia.

Vamos, mesmo que o mar nos retenha toda a atenção e o sol nos ponha outra cor no corpo, pensar só um bocadinho em verso, soneto ou rima.

Ana Bela

sexta-feira, 23 de julho de 2010

"Quando mesmo de olhos fechados, reconhecemos um perfume, só pode ser de alguém que nos faz feliz"

Este pensamento, veio mesmo ao encontro do que pensava hoje fechada na cozinha. Todos os dias há quem me visite, batem à porta e eu sei por o toque quem vai aparecer. O que quer dizer que identifico quem me deixa feliz. Agora já nem digo pode entrar, hoje por exemplo até falei um pouco alto demais, antes mesmo que a porta se abrisse "é o Ricardo".
È muito bom saber que as pessoas nos lembram mesmo que não nos vejam.


Ana Bela