terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A propósito de amor.


A. Ramos Rosa

Não posso adiar o amor para outro século
Não posso
Ainda que o grito sufoque na garganta
Ainda que o ódio estale e crepite e arda
Sob montanhas cinzentas
E montanhas cinzentas

... ... ...

Montanhas mesmo de casais a desfazerem-se do amor. O que mais custa é ter visto esses amores a crescerem na mesa do café é ter visto a alegria do casamento é ter visto como estavam felizes ao anunciar o novo bébé. É ter visto que afinal tantos anos de namoro, não deixou mais nada por inventar!


Ana Bela

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Como me sinto bem

No sábado, enquanto os pais estavam na esplanada, duas crianças brincavam dentro do Grilo, a dada altura desentenderam-se saíndo o mais velho. Passou o tempo e preocupado o pai veio perguntar se sabiamos do outro filho, explicámos que tinham estado a brincar e que devem ter saído.
Resultado, ninguém encontrava a criança. Quem a descobriu por fim foi a Raquel, estava a dormir no banco, tranquilamente.
O pai descansado disse: Já que está a dormir tão bem, não o vamos acordar...
Como eu gosto destes apanhados, deixam-me mesmo feliz.




Ana Bela

domingo, 6 de fevereiro de 2011

E voltando a África onde me deixei acampada desde os 15 anos.
Um amigo que neste momento se mudou para Luanda mas que vem a Portugal mais ao menos por as festas e não deixa de ir ao Grilo, leu o nosso blog e telefonou-me. Foi bom saber que comuniquei com ele.
Um segredo... fui professora do filho dele no oitavo ano (filho que passou já a casa dos 30) por a quantidade de anos que nos conhecemos, quando este amigo chega ao Grilo, eu dou-lhe um abraço porque estou abraçando África.

É que ele ainda vem com aquele cheirinho gostoso...


Ana Bela

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Hoje acordei-me viajante do Mundo. Parei-me no local onde tenho o coração.

Em África, beijavam-se as rimas com o mar e o sol com as letras. Colei a saudade ao passado e recordei a sombra dos embondeiros, a terra quente e vermelha, as ilhas, os desertos, os rios, as montanhas e ficou-me na boca o sabor a manga madura.
Aprendi a ler quando o mar no seu vai e vem, deixava espuma na areia. Inventei ai as palavras da minha infância.



Ana Bela

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Não tarda chega mais um aniversário, o meu e isso é a primeira vez que não me agrada nada. Até aqui, eu tenho sempre ficado muito feliz neste dia, mas suspeito que este ano vou começar a não gostar.
Tenho pensado que afinal chega-nos com a idade a certeza que muito do que queriamos que nos fizessem não foi feito, mas também, certamente nós não fizemos aos outros ( ou teremos feito?)

Sabem aqueles mails que vos enviam todos os dias e que dizem para aceitar o sorriso, o choro, a alegria ou a tristeza como se de uma dádiva se tratasse? É...




Ana Bela

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E dizem elas...(as crianças)

Aluno da 1ª classe para o professor:
- Eu sei que dois e dois são quatro! Mas quero é saber porquê!



Ana Bela

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Por vezes penso que ao fim de tantos anos no Grilo, o cansaço bate à porta de MIM.
Mas... quando percebo as pessoas óptimas que todos os dias me rodeiam, descanso-me.
Reparem, depois do apelo para entregarem no café pequenos aparelhos domésticos avariados, para ajudar uma escola a ganhar um concurso:
Temos;
2 impressoras
1 box
1 máquina de café
2 microondas
2 telemóveis
Muito bom, muito obrigada.



Ana Bela