Um dia apareceu no Grilo, calado mas sorridente e noutro dia, disse-me que vinha de propósito da Parede, pois tinha-nos descoberto e tinha gostado de nos termos cruzado no seu caminho. Desde esse dia, aparece regularmente. A semana passada até aumentou o nosso electrão.
Pois é, sei que visita o blog e sobretudo sei que adora ler, o que à partida é um ponto em comum. Dá-me assim a sensação, que tal como eu, não vive sem um livro. Na nossa esplanada tem sempre um por companhia.
Obrigada.
Este post é para si.
Ana Bela
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A propósito de amor.
A. Ramos Rosa
Não posso adiar o amor para outro século
Não posso
Ainda que o grito sufoque na garganta
Ainda que o ódio estale e crepite e arda
Sob montanhas cinzentas
E montanhas cinzentas
... ... ...
Montanhas mesmo de casais a desfazerem-se do amor. O que mais custa é ter visto esses amores a crescerem na mesa do café é ter visto a alegria do casamento é ter visto como estavam felizes ao anunciar o novo bébé. É ter visto que afinal tantos anos de namoro, não deixou mais nada por inventar!
Ana Bela
A. Ramos Rosa
Não posso adiar o amor para outro século
Não posso
Ainda que o grito sufoque na garganta
Ainda que o ódio estale e crepite e arda
Sob montanhas cinzentas
E montanhas cinzentas
... ... ...
Montanhas mesmo de casais a desfazerem-se do amor. O que mais custa é ter visto esses amores a crescerem na mesa do café é ter visto a alegria do casamento é ter visto como estavam felizes ao anunciar o novo bébé. É ter visto que afinal tantos anos de namoro, não deixou mais nada por inventar!
Ana Bela
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Como me sinto bem
No sábado, enquanto os pais estavam na esplanada, duas crianças brincavam dentro do Grilo, a dada altura desentenderam-se saíndo o mais velho. Passou o tempo e preocupado o pai veio perguntar se sabiamos do outro filho, explicámos que tinham estado a brincar e que devem ter saído.
Resultado, ninguém encontrava a criança. Quem a descobriu por fim foi a Raquel, estava a dormir no banco, tranquilamente.
O pai descansado disse: Já que está a dormir tão bem, não o vamos acordar...
Como eu gosto destes apanhados, deixam-me mesmo feliz.
Ana Bela
Resultado, ninguém encontrava a criança. Quem a descobriu por fim foi a Raquel, estava a dormir no banco, tranquilamente.
O pai descansado disse: Já que está a dormir tão bem, não o vamos acordar...
Como eu gosto destes apanhados, deixam-me mesmo feliz.
Ana Bela
domingo, 6 de fevereiro de 2011
E voltando a África onde me deixei acampada desde os 15 anos.
Um amigo que neste momento se mudou para Luanda mas que vem a Portugal mais ao menos por as festas e não deixa de ir ao Grilo, leu o nosso blog e telefonou-me. Foi bom saber que comuniquei com ele.
Um segredo... fui professora do filho dele no oitavo ano (filho que passou já a casa dos 30) por a quantidade de anos que nos conhecemos, quando este amigo chega ao Grilo, eu dou-lhe um abraço porque estou abraçando África.
É que ele ainda vem com aquele cheirinho gostoso...
Ana Bela
Um amigo que neste momento se mudou para Luanda mas que vem a Portugal mais ao menos por as festas e não deixa de ir ao Grilo, leu o nosso blog e telefonou-me. Foi bom saber que comuniquei com ele.
Um segredo... fui professora do filho dele no oitavo ano (filho que passou já a casa dos 30) por a quantidade de anos que nos conhecemos, quando este amigo chega ao Grilo, eu dou-lhe um abraço porque estou abraçando África.
É que ele ainda vem com aquele cheirinho gostoso...
Ana Bela
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Hoje acordei-me viajante do Mundo. Parei-me no local onde tenho o coração.
Em África, beijavam-se as rimas com o mar e o sol com as letras. Colei a saudade ao passado e recordei a sombra dos embondeiros, a terra quente e vermelha, as ilhas, os desertos, os rios, as montanhas e ficou-me na boca o sabor a manga madura.
Aprendi a ler quando o mar no seu vai e vem, deixava espuma na areia. Inventei ai as palavras da minha infância.
Ana Bela
Em África, beijavam-se as rimas com o mar e o sol com as letras. Colei a saudade ao passado e recordei a sombra dos embondeiros, a terra quente e vermelha, as ilhas, os desertos, os rios, as montanhas e ficou-me na boca o sabor a manga madura.
Aprendi a ler quando o mar no seu vai e vem, deixava espuma na areia. Inventei ai as palavras da minha infância.
Ana Bela
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Não tarda chega mais um aniversário, o meu e isso é a primeira vez que não me agrada nada. Até aqui, eu tenho sempre ficado muito feliz neste dia, mas suspeito que este ano vou começar a não gostar.
Tenho pensado que afinal chega-nos com a idade a certeza que muito do que queriamos que nos fizessem não foi feito, mas também, certamente nós não fizemos aos outros ( ou teremos feito?)
Sabem aqueles mails que vos enviam todos os dias e que dizem para aceitar o sorriso, o choro, a alegria ou a tristeza como se de uma dádiva se tratasse? É...
Ana Bela
Tenho pensado que afinal chega-nos com a idade a certeza que muito do que queriamos que nos fizessem não foi feito, mas também, certamente nós não fizemos aos outros ( ou teremos feito?)
Sabem aqueles mails que vos enviam todos os dias e que dizem para aceitar o sorriso, o choro, a alegria ou a tristeza como se de uma dádiva se tratasse? É...
Ana Bela
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
E dizem elas...(as crianças)
Aluno da 1ª classe para o professor:
- Eu sei que dois e dois são quatro! Mas quero é saber porquê!
Ana Bela
- Eu sei que dois e dois são quatro! Mas quero é saber porquê!
Ana Bela
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