sábado, 12 de fevereiro de 2011

Hoje fui à farmácia. Vou sempre à mesma há muitos anos, por isso não é de estranhar que tenha por lá uns quantos amigos que me contam realidades que mesmo sem querer nos fazem vir lágrimas aos olhos.
Mas esta eu presenciei. Um senhor idoso, foi comprar um medicamento, quando lhe disseram que custava 100 euros gritou revoltado que não queria.

Eu ainda aceito que se sobreviva com uma sopa, um pão, um copo de água, mas sem medicação?
Onde é que estamos? este é o Mundo das histórias da minha mãe, histórias que cresci a ouvir, do antes, do durante, do depois das grandes guerras. Que batalha é esta?




Ana Bela

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


Ontem, com a minha mudança de côr, já esperava para hoje algo diferente, mas, se ao fim de um dia de trabalho (ou não) há quem se sente à chuva e se ame, então "viva a chuva".
Posso amar muito, mas não gosto de chuva nem de trovões, parece que fizemos alguma coisa mal feita e ralham connosco... Meu querido Agosto.
Ana Bela

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Hoje foi um dia daqueles, daqueles que nos tira o sorriso, nos faz ter côr de ervilha, nos faz voltar vezes sem conta a ler a última página do livro pois não entendemos nada, nos deixa assim muito tristes porque vimos escrito na tv "diretor" e eu gosto mais de "director". Podem imaginar que dia...
Quanta força tem que se fazer contra o acordo ortográfico, quando me lembro do que sofreram os meus professores para me ensinar o agora desacordo ortográfico?



Ana Bela

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um dia apareceu no Grilo, calado mas sorridente e noutro dia, disse-me que vinha de propósito da Parede, pois tinha-nos descoberto e tinha gostado de nos termos cruzado no seu caminho. Desde esse dia, aparece regularmente. A semana passada até aumentou o nosso electrão.
Pois é, sei que visita o blog e sobretudo sei que adora ler, o que à partida é um ponto em comum. Dá-me assim a sensação, que tal como eu, não vive sem um livro. Na nossa esplanada tem sempre um por companhia.
Obrigada.
Este post é para si.



Ana Bela

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A propósito de amor.


A. Ramos Rosa

Não posso adiar o amor para outro século
Não posso
Ainda que o grito sufoque na garganta
Ainda que o ódio estale e crepite e arda
Sob montanhas cinzentas
E montanhas cinzentas

... ... ...

Montanhas mesmo de casais a desfazerem-se do amor. O que mais custa é ter visto esses amores a crescerem na mesa do café é ter visto a alegria do casamento é ter visto como estavam felizes ao anunciar o novo bébé. É ter visto que afinal tantos anos de namoro, não deixou mais nada por inventar!


Ana Bela

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Como me sinto bem

No sábado, enquanto os pais estavam na esplanada, duas crianças brincavam dentro do Grilo, a dada altura desentenderam-se saíndo o mais velho. Passou o tempo e preocupado o pai veio perguntar se sabiamos do outro filho, explicámos que tinham estado a brincar e que devem ter saído.
Resultado, ninguém encontrava a criança. Quem a descobriu por fim foi a Raquel, estava a dormir no banco, tranquilamente.
O pai descansado disse: Já que está a dormir tão bem, não o vamos acordar...
Como eu gosto destes apanhados, deixam-me mesmo feliz.




Ana Bela

domingo, 6 de fevereiro de 2011

E voltando a África onde me deixei acampada desde os 15 anos.
Um amigo que neste momento se mudou para Luanda mas que vem a Portugal mais ao menos por as festas e não deixa de ir ao Grilo, leu o nosso blog e telefonou-me. Foi bom saber que comuniquei com ele.
Um segredo... fui professora do filho dele no oitavo ano (filho que passou já a casa dos 30) por a quantidade de anos que nos conhecemos, quando este amigo chega ao Grilo, eu dou-lhe um abraço porque estou abraçando África.

É que ele ainda vem com aquele cheirinho gostoso...


Ana Bela