sexta-feira, 18 de março de 2011

Este é o tempo e não sei porquê, de eu me estar a transformar em tristeza. Há poucas coisas que me animam, será que a idade tem algo a ver com este estado?
Ontem, alguem me dizia; "mas que ar tão triste" e eu que até pensava que tinha um ar normal!
Como somos trânsparentes...





Ana Bela

quinta-feira, 17 de março de 2011


Esta fotografia fez-me voltar à idade de 4/5 anos. Morava em Campo de Ourique e a minha rua era colorida, todas as pessoas tinham a roupa a secar fora da janela. Hoje não há côr pendurada nas janelas. E que saudades da campainha do carrinho dos gelados...
Não foi só o colorido das roupas no estendal, também as pessoas perderam o arco-íris.
Ana Bela

quarta-feira, 16 de março de 2011

Esta é lá do Grilo

Um senhor chega ao balcão e pergunta de que são os queques e logo de seguida qual o melhor. Não deu tempo ao Pedro de responder e resolveu-se por um de limão. Comeu na esplanada e antes de se ir embora, entreabriu a porta e disparou: vocês até podem pôr pregos ou cortiça dentro dos queques, que eles são sempre bons.
Aconteceu hoje mesmo.





Ana Bela

terça-feira, 15 de março de 2011

Esta é cá da casa


Uma estrela do mar é sempre algo que me recorda o Pedro com 5 anos.
Num dia de Verão, foi o menino logo por a manhã à praia com a escola, contente, com o seu lanche a sua toalha e mais aquelas coisas que nestas idades se teima em levar.
Fui esperar a criança à porta da escola. Todos sairam e o senhor Pedro foi o ùltimo. Vinha em fato de banho com as mãos atrás das costas. Espantada perguntei porque vinham todos vestidos e ele não. Pois! o safadinho com aquele ar de quem não parte um prato diz-me que perdeu tudo na praia, mas que me trazia aquela estrela do mar.
Como é que eu ia ralhar?
Ana Bela

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tenho falta de poesia e por isso um poema dos mais bonitos, para o meu gosto claro, de Nuno Júdice.


Espelho

Às vezes, queria ter uma palavra
para te ver, tão leve como a flor,ou
tão doce como o amor; queria saboreá-la,
como se fosse um torrão - ou dizê-la

como fácil suspiro, sem dor nem tristeza.
De outras vezes, queria envolvê-la numa
espuma de frases, escondê-la sob a névoa
do verso, ou atirá-la ao vento que a

confundisse com a mais branca nuvem.
Mas essa palavra só existe porque diz
o que és, quando a digo; e se a não

digo, também o silêncio se transforma
em palavra, para que o espelho do poema
se abra, e nela o teu rosto me sorria.




Ana Bela

domingo, 13 de março de 2011

Esta semana ouvi uma mãe pedir um pastel de nata e uma colher de café, da mesa, a pequenita diz: eu quero um queque, a mãe admirada diz que ela nunca gostou de queques. Prontamente a resposta; destes eu gosto, venho cá comê-los com a avó.




Ana Bela

sábado, 12 de março de 2011

Estou sempre à espera que não acabem mesmo, pois fazem tanta falta na minha vida, que quando partem eu acampo na saudade. As saudades para mim, são algo com que dificilmente convivo. É assim como que não as querer deixar partir...



Ana Bela