quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Há quem me visite na cozinha, nesses momentos há por ali conversas para não sentir tanto a falta que me faz não poder sentar-me nesta ou naquela mesa como era hábito e trocar umas palavrinhas. Isto para dizer que ontem me perguntaram numa dessas conversas de cozinha, se é possível ser feliz sozinho.
Dei a minha resposta, mas gostaria de saber a sua opinião. Podem comentar por favor.


Ana Bela

quarta-feira, 24 de outubro de 2012



Numa gaveta logo à entrada da cozinha, há um caderno onde os meus amigos pequeninos fazem desenhos. Todas as manhãs lá estão eles na busca das canetas e seguem dia após dia rabiscando desenhos por cima de desenhos. O pior é quando há mais que um cliente para a já muito pintada TELA.

Ana Bela






terça-feira, 23 de outubro de 2012

Quando se regressa de 24 horas  perto de uma praia como a de Magoito, vem-se com uma vontade imensa de "pintar o vento" (como diz a minha amiga a "Miúda dos Abraços" )

Regressada que sou, tenho que esperar que chegue as 16 horas de Domingo e tentar absorver tudo até às 16 horas de segunda feira. É tudo o que o trabalho me deixa...


Ana Bela

sábado, 20 de outubro de 2012

Quando me senti baralhada com o tema saudade, pedi ajuda a um amigo que sem muitas palavras me ofereceu um livro de poesia, devorei-o avidamente porque percebi não ser só eu que sentia esta sensação.

"Como se desenha uma casa"  -  Manuel António Pina

  Vai trazer-me a sua morte, mais uma saudade.



Ana Bela

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


Antigamente ouvia dizer que nos cafés, padarias, mercearias e outros locais de bairro onde se juntam as pessoas, todos sabem de todos. Pois é, eu estou por ali há 20 anos e nem sabia o nome dela, quanto mais a profissão.
Hoje porque teve a amabilidade de nos mostrar a sua arte, fiquei a saber não só o nome, Ana Jacinto Nunes, como a profissão, pintora.



Ana Bela

quinta-feira, 18 de outubro de 2012


Que me desculpem por a falta de palavras, mas hoje, tudo o que me apetece se resume a uma rosa amarela.

Ana Bela

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

E porque a poesia volta sexta feira, Ana Ventura é sem dúvida uma das minhas preferidas...

Abres o meu coração daí

Não consigo concentrar a atenção fora de ti
e do que me adivinha o teu olhar engasgado.
Queres vir para dentro deste pensar família segredar amores e sombras
espalhadas ao acaso pela casa feita a dedo num círculo de devoção?
O que te pergunto é se queres casar com a dor e acariciar
a esperança de um dia o dia ser feliz?
Não espero que me respondas nem que me oiças a perguntar.
Levo-te comigo sem dizer a ti que ficas.
E não é tráfico de almas.
É amor já te disse.
Fotografo-te e tiro-te o ar sério em trabalhos de pós-produção.
Morro contigo e nascemos juntos noutro lugar mais nosso.
Mais azul.
Estico-te os braços e vejo-te a fugir para onde te possa agarrar.
Creio que o destino não existe mas eu sou tua.

Ana Ventura

Ana Bela