As tão faladas e viajadas meias com cheiro a chocolate.
Ana Bela
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Ainda os abraços e os carinhos as saudades e as ausências. Ontem fez 47 anos que o meu pai deixou de me dar abraços, de me dar tudo o que deu durante uns pequeninos 13 anos. Quando se diz que a vida faz esquecer até o rosto das pessoas, não é verdade até hoje nunca esqueci o seu rosto, a sua presença, os seus beijos ou mesmo os raspanetes. O Natal deveria ser triste para mim, mas é com a recordação dos Natais que ele animava para 5 filhos, que consigo gostar tanto do Pai Natal, do meu Pai Natal, daquele que queria me desse mais um abraço.
Ana Bela
Ana Bela
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Ontem não consegui escrever, o sono foi muito mas muito superior a mim mesma.
Talvez tenhas razão, talvez a amizade devesse ter uma fita métrica para medir o tempo de separações e silêncios e podermos, devermos mesmo continuar a chamar-lhe amizade. É possível não só com palavras podemos dizer que gostamos das pessoas, mas olha que um abraço faz muita falta, mas abraços à distância sem braços, é saudade.
Ana Bela
sábado, 8 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Não resisto a transcrever uma das cartas de amor de Fernando Pessoa.
Bébézinho do Nininho-ninho
Oh!
Venho só quevê pâ dizê ó ´Bébézinho que gotei muito da catinha d'ela. Oh!
E também tive munta pena de não tá ó pé do Bébé pâ le dá jinhos.
Oh! O Nininho é pequinininho!
Hoje o Nininho não vae a Belém porque, como não sabia s'havia carros, combinei tá aqui às seis o'as.
Amanhã, a não sê qu'o Nininho não possa é que sahe d'aqui pelas cinco e meia (1) (isto é a meia das cinco e meia).
Amanhã o Bébé espera pelo Nininho, sim? Em Belem , sim? Sim?
Jinhos, jinhos e mais jinhos
Fernando
31/5/1920
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(1) No original, há aqui o desenho de uma meia.
Ana Bela
Bébézinho do Nininho-ninho
Oh!
Venho só quevê pâ dizê ó ´Bébézinho que gotei muito da catinha d'ela. Oh!
E também tive munta pena de não tá ó pé do Bébé pâ le dá jinhos.
Oh! O Nininho é pequinininho!
Hoje o Nininho não vae a Belém porque, como não sabia s'havia carros, combinei tá aqui às seis o'as.
Amanhã, a não sê qu'o Nininho não possa é que sahe d'aqui pelas cinco e meia (1) (isto é a meia das cinco e meia).
Amanhã o Bébé espera pelo Nininho, sim? Em Belem , sim? Sim?
Jinhos, jinhos e mais jinhos
Fernando
31/5/1920
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(1) No original, há aqui o desenho de uma meia.
Ana Bela
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