Só porque o calendário inventou que é Primavera, já se joga à bola na praia, já se anda de mangas curtas, não tarda o meu filho vai redescobrir os seus amados calções e eu para aqui ando em pleno Inverno, cada dia com mais frio e mais saudades de 40 graus em Agosto. Meu rico quentinho que nunca mais vem.
Sei que um dia não haverá mais calor, o Sol vai virar as costas a quem tão mal trata o Planeta e vamos ter só frio, mas eu já não verei.
Calor por onde andas?
Ana Bela
sábado, 6 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Esta foto está no blog de uma amiga se eu não tivesse uma parte de mim em Angola, passava-me ao lado, mas não, estes mercados de rua onde se compra o melhor caju do Mundo, deixam-me triste, porque nunca mais ali estarei.
O meu cunhado que voa para Luanda, nesta Páscoa trouxe-me um saquinho de caju, por aqui só provaram, dizem que 45 anos sem o comer, só pode ser para mim. Não contem a ninguém mas como sou a tal sonhadora compulsiva, guardei meia dúzia deles, em lugar que está ao alcance dos meus olhos e do meu toque.
Ana Bela
O meu cunhado que voa para Luanda, nesta Páscoa trouxe-me um saquinho de caju, por aqui só provaram, dizem que 45 anos sem o comer, só pode ser para mim. Não contem a ninguém mas como sou a tal sonhadora compulsiva, guardei meia dúzia deles, em lugar que está ao alcance dos meus olhos e do meu toque.
Ana Bela
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Hoje o dia não esteve pendurado num calendário colorido e antes que comece para aqui a querer uma rosa amarela, prefiro deixar uma verdade de Fernando Pessoa:
Não importa se a estação do ano muda...
Se o século vira, se o milénio é outro.
Se a idade aumenta...
Conserva a vontade de viver
Não se chega a parte alguma sem ela.
Ana Bela
Não importa se a estação do ano muda...
Se o século vira, se o milénio é outro.
Se a idade aumenta...
Conserva a vontade de viver
Não se chega a parte alguma sem ela.
Ana Bela
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Ainda a propósito de Mia Couto.
Escreve ele numa carta - Quando me disseram "não se vem à vida para sonhar" passei a odiar-vos.
Não odiaria quem me dissesse isso, mas teria que discutir muito bem o assunto. Sou sonhadora compulsiva,
gosto tanto de sonhar, como gosto de rosas amarelas. Hoje olhei esta árvore enquanto fumava um cigarro e sonhei. Diria que sonhar é não perder a magia que transporto para os meus poemas, para os meus abraços, para os meus amigos. Cada vez mais gosto de Mia Couto. A vida para mim é um pequeno espaço de tempo, para um grande espaço de sonho.
Ana Bela
Escreve ele numa carta - Quando me disseram "não se vem à vida para sonhar" passei a odiar-vos.
Não odiaria quem me dissesse isso, mas teria que discutir muito bem o assunto. Sou sonhadora compulsiva,
gosto tanto de sonhar, como gosto de rosas amarelas. Hoje olhei esta árvore enquanto fumava um cigarro e sonhei. Diria que sonhar é não perder a magia que transporto para os meus poemas, para os meus abraços, para os meus amigos. Cada vez mais gosto de Mia Couto. A vida para mim é um pequeno espaço de tempo, para um grande espaço de sonho.
Ana Bela
terça-feira, 2 de abril de 2013
Este mês, vamos tentar ler ou reler Mia Couto -Raiz de Orvalho. Livro de poemas, que por muito velhinho que seja, sabe bem, sabe bem descobrir novos termos, novas pessoas, novos poemas na magia de quem brinca com as palavras
Poema da despedida
Não saberei nunca
dizer adeus
Afinal,
só os mortos sabem morrer
Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser
Talvez o amor,
neste tempo.
seja ainda cedo
Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos
Agora
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca
Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei
Ainda assim,
escrevo
Mia Couto
Ana Bela
Poema da despedida
Não saberei nunca
dizer adeus
Afinal,
só os mortos sabem morrer
Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser
Talvez o amor,
neste tempo.
seja ainda cedo
Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos
Agora
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca
Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei
Ainda assim,
escrevo
Mia Couto
Ana Bela
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Ao fim de três dias a descansar, voltei e voltei com um pouco menos de cansaço. Soube muito bem nem a loiça lavar. Ler foi mais complicado só acabei um livro pendente e dei um avanço muito pequeno noutro.
Não deixei o Magoito sem ir ver a praia, porque não sei quando posso voltar, posso garantir que o mar estava muito pior do que a imagem mostra, mas não deixa de ser lindo.
Ana Bela
Não deixei o Magoito sem ir ver a praia, porque não sei quando posso voltar, posso garantir que o mar estava muito pior do que a imagem mostra, mas não deixa de ser lindo.
Ana Bela
quarta-feira, 27 de março de 2013
A partir de amanhã, não tenho maneira de escrever no blog.
Regresso rápido, não pensem que vou de férias, para mim, esta paragem é importante senão necessária, para a boa organização dos meus neurónios. Não sei muito bem como os vou arrumar em três dias...
Para todos os que nos têm ajudado a ultrapassar estes dias nada agradáveis com a vossa presença sempre carinhosa no Grilo, a melhor Páscoa que consigam ter. Obrigada.
Ana Bela
Regresso rápido, não pensem que vou de férias, para mim, esta paragem é importante senão necessária, para a boa organização dos meus neurónios. Não sei muito bem como os vou arrumar em três dias...
Para todos os que nos têm ajudado a ultrapassar estes dias nada agradáveis com a vossa presença sempre carinhosa no Grilo, a melhor Páscoa que consigam ter. Obrigada.
Ana Bela
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