terça-feira, 1 de outubro de 2013




No aquário cá de casa, vive agora uma Ana, é o peixinho que eu mais gosto e o meu filho com este nome a baptizou. Haverá por ai quem diga, claro, só podia ser amarelo. A" peixinha "que se vê mais acima é a Adele eu gosto dela e é azul. Estas duas cores fazem parte de mim porque azul é o mar e amarelo é tudo o que me tranquiliza.


Ana Bela

sábado, 28 de setembro de 2013

Crianças

Esta manhã estava uma mãe ao balcão enquanto a filha de dois anos se entretinha a remexer os brinquedos.
O Pedro perguntou à menina o que queria ser quando fosse grande, resposta rápida; Quero ser mágica para fazer a mãe mais bonita, pintava de cor de rosa aqui aqui e aqui, e com os deditos foi apontando a boca o nariz e os olhos.  Ninguém se lembra destas coisas a não ser mesmo a magia das crianças.


Ana Bela

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O Workshop que a Rita preparou não teve adesão, o que quer dizer que ninguém quer aprender a fazer rabiscos. Ouvimos todos os dias as pessoas lamentar que não há nada para fazer e a vida resume-se para muitos na passeata que fazem de casa para o trabalho e vise versa. Alguns mais afoitos vão até ao paredão.
Embora esta iniciativa tenha sido sugerida por a Rita que nos pediu um espaço, lamento que não tenha sido o que ela estava à espera. Mas lamento muito mais que ninguém tenha querido aprender a desenhar queques e as lindas árvores do Jardim Constantino. Procurem, pesquisem, que vão ver as coisas que há por ai para mudar a rotina.
Rita, continua...

Ana Bela

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A Rola

O cheiro acre da penugem nova
da jovem rola fiel, solitária,
dos próximos pinheiros exilada,
entontecia os seres que a rodeavam
para escutar a paz do seu arrulho
-- os seres tão diversos de três reinos,
o gato negro, a pedra e eu no meu mundo.

Fiama Hasse Pais Brandão (1939)

Porque é urgente não esquecer a poesia.

Ana Bela

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Tinha saudades delas das minhas crianças e agora lá estão aquelas coisinhas pequenas todos os dias à porta da cozinha para dar os seus beijos molhados e os abraços, estes mesmo abraçados. Nem tanto tempo afastados os fez esquecer que a porta é o limite e ali ficam à espera que também eu os abrace. Passo por esta situação há 21 anos, só tenho pena que quando chegam à idade da primária, tenham já vergonha das manifestações de carinho. É assim mesmo, mas eles são renováveis, outros virão e todos ficam na minha recordação.


Ana Bela

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Adoro ir ao cinema, ver filmes na TV ou no computador, não me satisfaz mas, a última vez que fui ao cinema foi para ver Avatar, já lá vai um tempão. Depois de acabar o meu trabalho, resta-me pouca disposição para sair de casa, no entanto, no Domingo fui ver "O Mordomo". Pensei que era um filme diferente, gostei, mas, pensei que me dissesse algo de novo e afinal, que me perdoem os que não concordarem, o que vi já tenho visto noutros filmes americanos, onde mostram ao Mundo as coisas más lá de casa e seguem felizes e contentes. Não sei, talvez seja uma maneira de ter a consciência menos pesada.


Ana Bela

sábado, 21 de setembro de 2013

Nuno Júdice, prepara-se para editar um novo livro de poesia, como é um dos meus poetas preferidos e porque não posso andar por ai fazendo de conta que já não há poesia nem em mim nem em ninguém, só transcrevo um pouco do muito que é este poema.
O livro chama-se "Breve sentimento do eterno"

Às vezes, queria ter apenas uma palavra
para te ver, tão leve como a flor, ou
tão doce como o amor; queria saboreá-la,
como se fosse um torrão - ou dizê-la

como fácil suspiro, sem dor nem tristeza....


Ana Bela