quarta-feira, 11 de março de 2015
Um adulto diferente ou criança ainda
Não sei quem é, mas entrou no Grilo e quando reparou que havia brinquedos, o rosto iluminou-se os olhos sorriram e brincou, escolheu os que mais gostou e sentou-se numa mesa extasiado. Não sei que diga mais a não ser que nunca me senti tão satisfeita por ter introduzido a versão "Brinquedos"
sábado, 7 de março de 2015
quinta-feira, 5 de março de 2015
Abri de novo a gaveta, o cheiro a palavras é intenso alguns poemas e prosas, estão já amarelecidos pelo tempo, lá dentro mora muito arrumadinha a saudade.
"Se pudesse agarrar o vento, iria com ele para esse sítio que não sei qual, para te ver.
Se pudesse pintar as nuvens seria para te desenhar e passar o dia a olhar o céu.
Se pudesse mergulhar no mar sabendo que lá bem no fundo te encontraria...
Se pudesse calar esta saudade, ser mais feliz com menos lágrimas...
Se pudesse não te chorar..."
Ana Bela
"Se pudesse agarrar o vento, iria com ele para esse sítio que não sei qual, para te ver.
Se pudesse pintar as nuvens seria para te desenhar e passar o dia a olhar o céu.
Se pudesse mergulhar no mar sabendo que lá bem no fundo te encontraria...
Se pudesse calar esta saudade, ser mais feliz com menos lágrimas...
Se pudesse não te chorar..."
Ana Bela
terça-feira, 3 de março de 2015
Aniversário
Custou-me e custa ainda fazer parte da casa dos sessenta mas não tive outro remédio. Também nunca pensei que idade fosse importante mas é.
No dia 1 de Março fiz os tais 63 que eu não queria, recebi tantas mensagens e telefonemas que perdi a conta. Agradeço a todos com muito carinho.
No dia 1 de Março fiz os tais 63 que eu não queria, recebi tantas mensagens e telefonemas que perdi a conta. Agradeço a todos com muito carinho.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Hospital de bonecas
Hoje ao receber esta imagem, lembrei-me que quando muito pequena, as minhas bonecas ficavam sem braços ou até sem cabeça. Tinha e tenho um irmão que as partia (hoje as bonecas não se partem).
A minha mãe e eu lá íamos com ela ao hospital de bonecas que era na Baixa muito perto das traseiras da Pastelaria Suiça. Era um dia de alegria, a minha boneca ia ser outra vez a minha boneca.
Bom, bom, era o dia em que a íamos buscar era mesmo verdade, aquela era a minha boneca. Será que hoje ainda existe esse hospital? Não sei, hoje quando uma boneca fica sem cabeça, deita-se fora, compra-se outra...
A minha mãe e eu lá íamos com ela ao hospital de bonecas que era na Baixa muito perto das traseiras da Pastelaria Suiça. Era um dia de alegria, a minha boneca ia ser outra vez a minha boneca.
Bom, bom, era o dia em que a íamos buscar era mesmo verdade, aquela era a minha boneca. Será que hoje ainda existe esse hospital? Não sei, hoje quando uma boneca fica sem cabeça, deita-se fora, compra-se outra...
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Os nossos desenhos (deles)
Os desenhos que os nossos amigos pequeninos fazem preferencialmente para o Pedro, continuam a engrossar a coleção do mesmo. Acreditem que por vezes chegamos ao Grilo pouco depois das 6 da manhã e há um desenho que foi enviado por baixo da porta. Dantes, quando tínhamos paredes, lá os colocávamos mas eles (as crianças ocupam todo o nosso espaço). Não são no entanto esquecidos.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
A caixinha mágica
Cada vez mais eu reparo que as pessoas entram acompanhadas e depois de terem o café à frente, a atenção vai toda para o telemóvel. Acabou-se o diálogo e os casamentos de muitos e muitos anos.
O amor, esse, não brilha muito pois os aplausos vão todos para a caixinha mágica. Eu sei que as invenções e a técnica tinham que evoluir, mas no meu tempo, jogava à macaca, ao ringue, lia muitos livros, passeava de mão dada na praia, jogava aqueles jogos que vinham em caixas de cartão. Hoje todos os jogos estão no telemóvel.
Espero que não deixem de existir livros de papel com cheiro a papel. Será que um dia todas as leituras serão on line?
Não estarei por cá.
O amor, esse, não brilha muito pois os aplausos vão todos para a caixinha mágica. Eu sei que as invenções e a técnica tinham que evoluir, mas no meu tempo, jogava à macaca, ao ringue, lia muitos livros, passeava de mão dada na praia, jogava aqueles jogos que vinham em caixas de cartão. Hoje todos os jogos estão no telemóvel.
Espero que não deixem de existir livros de papel com cheiro a papel. Será que um dia todas as leituras serão on line?
Não estarei por cá.
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