sábado, 10 de outubro de 2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Afonso

Afonso, a minha resposta não foi inteiramente verdadeira, basta ver este blog, para perceber que não perdi de mim nem escondi as palavras. Só que aquelas com que sentia poesia, fugiram-me ou foram-se porque eu me perdi nesta tristeza de me sentir presa do tempo que não tenho e não tendo tempo, não posso prender nas mãos nem o Sol, nem o amor, tão pouco consigo ver o mar que mora aqui mesmo ao lado.
... e com todas estas coisas se faz um poema... acredita que se os teus dedos não forem o prolongamento do amor, não há poesia.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Já não escreves?

No Verão quando chegamos ao Grilo há sol e agora, é o contrário a noite tarda em ser dia, mesmo assim há amigos que vêm com o escuro, batem à porta para o primeiro café de um dia que teima em não se mostrar.
Um desses amigos disparou-me uma pergunta por volta das sete da manhã. Já não escreves Bela? ao que respondi com sono na voz : Não, perdi as palavras ou escondi-as porque já não fazem sentido ou choro se fazem. Desisti simplesmente. Deixei, sem fazer nada, sem me revoltar, sem lutar, sem tentar.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ausência de palavras

Ontem o cansaço das 13 horas directas de trabalho, como é normal à terça feira, deixaram-me sem  discernimento para poder escrever, pensar, comer ou falar. Eram 21 horas estava na cama e nem me lembro de ter desligado os pensamentos.

sábado, 3 de outubro de 2015

Foi um dia bem passado. Teve certamente mais abraços e mais beijos que num dia normal.
Mas nós ainda somos do tempo em que amor se chama amor e raro é o dia em que não mandamos mensagem um ao outro, simplesmente com a palavra amo-te.´E um pouco difícil programar um dia diferente, mas este foi-o porque o Pedro ao meio dia foi trabalhar no meu lugar e assim estivemos juntos.
Amanhã estamos prontos para iniciar os 43.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Quarenta e dois anos

Daqui a algumas horas já dia 3 de Outubro, faço 42 anos de casada. Alguns dirão que horror...
mas para mim não tem sido. Talvez para o Duarte, pois ele é a face calma, tranquila, animadora, bem disposta (sempre) e eu a outra face que tem completado o conjunto, sou mimada, apressada, refilona, mal humorada (às vezes) , penso a mil, ando a cem, as minhas vontades nem que seja para se pregar um prego, ou mudar uma lâmpada, a dois mil, Sou um turbilhão de ideias. O Duarte um mar calmo e sereno.
Tem sido muito bom estar casada há tantos anos.

Os últimos 24 anos, o Grilo dorme na nossa cama e o amor é aos pedaços. Mas com boa vontade colamos os pedaços com esse mesmo amor e lá vamos nós calendário após calendário.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Os amigos ou o meu egoismo...

É possível ter um amigo daqueles que cabem nos dez dedos das nossas mãos, um daqueles verdadeiros e mesmo assim querermos que ele seja ainda mais amigo mais atento mais presente?
O mal é querer que um amigo não tenha outros amigos que seja só meu, que partilhe só comigo.
Assumo que é egoísmo, assumo que são senilidades de 63 anos.

EU cheguei ao Grilo com 39 anos quem diria que por mais que queira apanhar o tempo e os amigos
me ajudem a correr atrás dele, o safadinho não corre, voa.