sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Dia do pão

Hoje comemora-se o Dia do Pão.


Pão que eu desconhecia ter dia.
Pão que alguns procuram no lixo
Pão que é refeição de muitos
Pão só.
Pão com lágrimas, com soluços,com raiva
Pão com água com mágoa.

Talvez o pão não seja tão importante assim. Não vem no jornal nem no calendário.
Todo o dia as noticias foram as mesmas, SEM pão...


Quem tem razão são as crianças.

" E às vezes,escondido a gente chora "

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

As espertinhas crianças



Há algo que se escreva com tamanha profundidade mesmo que elas ( as crianças ) não tenham ou eu ache que não têm a verdadeira noção de amor e paixão?

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Música sem imposto...

Todos os dias, mesmo sem ter música na cozinha (ter um rádio mesmo que ínfimo, equivale a mais um imposto) tenho a cacofonia das chávenas, copos, pratos e mais o que se invente para partir. Sei que só não parte quem não mexe. Sou feliz, alem de ter pessoas que mexem (trabalham) ainda tenho música que ecoa por entre tachos, panelas, cenouras e batatas, sem pagar imposto...

terça-feira, 13 de outubro de 2015

E... sempre a poesia

Morrer de amor
ao pé da tua boca

Desfalecer
à pele
do sorriso

Sufocar
de prazer
com o teu corpo

Trocar tudo por ti
se for preciso

      Maria Teresa Horta, in Destino

sábado, 10 de outubro de 2015

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Afonso

Afonso, a minha resposta não foi inteiramente verdadeira, basta ver este blog, para perceber que não perdi de mim nem escondi as palavras. Só que aquelas com que sentia poesia, fugiram-me ou foram-se porque eu me perdi nesta tristeza de me sentir presa do tempo que não tenho e não tendo tempo, não posso prender nas mãos nem o Sol, nem o amor, tão pouco consigo ver o mar que mora aqui mesmo ao lado.
... e com todas estas coisas se faz um poema... acredita que se os teus dedos não forem o prolongamento do amor, não há poesia.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Já não escreves?

No Verão quando chegamos ao Grilo há sol e agora, é o contrário a noite tarda em ser dia, mesmo assim há amigos que vêm com o escuro, batem à porta para o primeiro café de um dia que teima em não se mostrar.
Um desses amigos disparou-me uma pergunta por volta das sete da manhã. Já não escreves Bela? ao que respondi com sono na voz : Não, perdi as palavras ou escondi-as porque já não fazem sentido ou choro se fazem. Desisti simplesmente. Deixei, sem fazer nada, sem me revoltar, sem lutar, sem tentar.