sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Milan Kundera o meu preferido dos 20 anos

Ando com vontade de voltar a ler alguns livros de Milan Kundera. Também ando com vontade de separar estes dois Mundos onde vivo pois que o imaginário onde me deito à noite não me deixa estar bem acordada no Mundo onde me levanto e ando e trabalho e abraço os amigos e sorrio (talvez por vezes).

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O Grilo que canta

O Grilo continua a cantar... Quando escrevo sobre os empréstimos que quase todos os dias nos pedem, nunca é em ar de aborrecimento. Primeiro porque gostamos de saber que podem contar connosco, depois porque todos nos entregam o que pediram.
Mas há muitos anos que eu venho dizendo que faz falta por ali uma loja de conveniência, no entanto nestes anos todos, já houve algumas mercearias e fecharam,

_O rol de hoje.

 Salsa
 Dois pacotes de leite
 Um quilo de açúcar
 Dois ovos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O Grilo Mágico

Primeiro passo
Hoje, alguém nos pediu 3 cenouras para fazer um bolo.

Segundo passo
Aparecem as meninas que  ajudavam na confeção, pedindo uma balança pequenina.

Terceiro passo
Só temos uma balança industrial que é muito pesada. As meninas resolvem o Quarto passo.
Vão embora e quando voltam trazem um pacote de açúcar e um de farinha e pedem para pesar 280 gramas de cada. o mais engraçado é que estavam trajadas a rigor até com o pormenor do chapéu de cozinheiro daqueles que parecem uma chaminé e um avental que as cobria até aos sapatos.

O Grilo é o Grilo.
Será que existe por ai perdido algum Grilo que cante tanto como o nosso?

sábado, 7 de novembro de 2015

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Todos os dias deviam ser um poema

David Mourão Ferreira
         

          Nocturno

Eram na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...

Era, no copo, além do gim, o gelo;
além do gelo , a roda de limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.

Era no gira-discos, o Martírio
de São Sebastião, de Debussy...
Era, na jarra, de repente, um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.

Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança...

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O imaginário

Hoje uma mãe foi até à porta da cozinha com a filhota. Pareceu-me um pouco tensa ao dizer-me que a C. tinha um amigo  e insistia que a mãe me dissesse. Ao fim de muitas palavras "enroladas" percebi que o amigo era imaginário. Quando a C. disse que eram horas de ir para a escola, disse-me : Até amanhã Bela, eu e o "João" não queremos chegar atrasados.
Não consegui ter uma conversa normal com a mãe, devido à presença da filha mas gostaria...





quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Sonhos e não sonhos

Ontem, mais uma vez o cansaço me venceu, Quanto mais me custa estar tantas horas no Grilo, mais me lembro que o tempo passa muito depressa. Se pudesse voltar atrás, nunca teria tido quando pré adolescente, tanta vontade de ser adulta.
Talvez defeito de colégio interno, sonhei e fiz histórias para quando fosse crescida.
Ter um filho igual ao que escolhi, rapaz, olhos verdes, cabelos lisos. Claro que dores nas costas e artroses, nunca entraram nas minhas histórias.