Hoje deparei numa revista com as filhas do António Feio. Custou-me perceber que estava a ver as adolescentes que passavam aqui as tardes comendo queques.
Comprovei a muito custo que embora gostássemos, não podemos parar o tempo e que tudo se repete dia após dia, sem nos apercebermos que o nosso relógio biológico é incansável nas suas voltas consecutivas.
Com os cabelos a branquear encosto as rugas à vidraça da vida e abro a boca de espanto.
Meu Deus! Como crescem....
Ana Bela
terça-feira, 19 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
Momentos hilariantes
Era sábado, muita gente no Café, um senhor ocupa uma mesa, pede um café e ao terminar de beber, tira uns guardanapos que muito direitinhos arruma a um canto, de seguida tira também a prótese dentária que deposita em cima dos mesmos (não fosse sujar a mesa) deita a cabeça nos braços e adormece.....
sexta-feira, 15 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Mais uma recordação. Chamava-se Fernando, deixou-nos o gosto pela natureza. Hoje lembrei-o, talvez porque o dia está cinzento. Tem lógica porque com ele passámos (Bela Duarte e Pedro) algumas das férias que dificilmente esqueceremos. Fomos aos Pirinéus, aos Picos da Europa, para não falar dos lugares mágicos que nos mostrou em Portugal, Espanha e França.
Que saudades das conversas à mesa do café onde planeávamos os itinerários, onde durante 11 meses imaginávamos o que nos descrevia.
Sonhámos Potes, Arriondas, Fuente Dé, Parque de Ordeza, Circo de Gavarnie e tantas coisas que vimos juntos.
A minha admiração por este Homem é enorme, senhor de uma cultura geral invejável um autodidacta amante da natureza, conhecedor profundo da arte de escalar montanhas, respirar ar puro e simplesmente ser feliz quer nos desfiladeiros de La Hermida, dos Beyos, nos lagos de Alta Montanha dos Pirinéus, no túnel extenso que ao fim se abre sobre o Vale de Aran....
Atacou-me a saudade e comprovei a facilidade com que nascem amizades à volta das velhinhas mesas do Café Grilo.
Ana Bela
Que saudades das conversas à mesa do café onde planeávamos os itinerários, onde durante 11 meses imaginávamos o que nos descrevia.
Sonhámos Potes, Arriondas, Fuente Dé, Parque de Ordeza, Circo de Gavarnie e tantas coisas que vimos juntos.
A minha admiração por este Homem é enorme, senhor de uma cultura geral invejável um autodidacta amante da natureza, conhecedor profundo da arte de escalar montanhas, respirar ar puro e simplesmente ser feliz quer nos desfiladeiros de La Hermida, dos Beyos, nos lagos de Alta Montanha dos Pirinéus, no túnel extenso que ao fim se abre sobre o Vale de Aran....
Atacou-me a saudade e comprovei a facilidade com que nascem amizades à volta das velhinhas mesas do Café Grilo.
Ana Bela
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Se ainda não leram o livro de Manuel Alegre "Cão como nós", leiam este excerto e vão comprar. Acreditem vale a pena.
"(Há momentos em que parto para não sei onde. Navegação espiritual. Ou dispersão na terra abstracta, a única que se vê quando não se vê. São grandes caçadas dentro de mim mesmo, a busca da magia perdida, uma palavra cintilante, uma perdiz imaginária, um sopro, um ritmo, uma espécie de bafo. Como o teu. Às vezes sinto-o, outras não. Mas sei que estás aí, algures, enroscado na minha própria solidão.)
Manuel Alegre em "Cão como nós"
Ana Bela
"(Há momentos em que parto para não sei onde. Navegação espiritual. Ou dispersão na terra abstracta, a única que se vê quando não se vê. São grandes caçadas dentro de mim mesmo, a busca da magia perdida, uma palavra cintilante, uma perdiz imaginária, um sopro, um ritmo, uma espécie de bafo. Como o teu. Às vezes sinto-o, outras não. Mas sei que estás aí, algures, enroscado na minha própria solidão.)
Manuel Alegre em "Cão como nós"
Ana Bela
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