Não moro ao pé.
Mas quando vou ao Grilo, adoro k ele tenha as doors abertas para ouvi-lo cantar.
Boas férias.
Agosto 2004
Mensagem recebida por sms e transcrita na integra
Ana Bela
domingo, 24 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
Perguntaram uma vez ao poeta William Stafford: «Quando foi que resolveu ser poeta?»
Stafford respondeu que aquela pergunta era inteiramente fora de propósito. «Todos nós nascemos poetas», disse, «pois as pessoas descobrem aos poucos o modo como as palavras funcionam e soam em conjunto; as pessoas preocupam-se com as palavras e gostam delas. A pergunta a fazer seria, 'Porque é que as outras pessoas pararam de ser poetas'».
Ana Bela
Stafford respondeu que aquela pergunta era inteiramente fora de propósito. «Todos nós nascemos poetas», disse, «pois as pessoas descobrem aos poucos o modo como as palavras funcionam e soam em conjunto; as pessoas preocupam-se com as palavras e gostam delas. A pergunta a fazer seria, 'Porque é que as outras pessoas pararam de ser poetas'».
Ana Bela
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Não resisto à tentação de transcrever excertos de prosa ou poesia dos nossos livros. Desta vez do Volume III, "reencontros à mesa do café" - Poesia -
gostas de rosas?
sim...gostei um dia.
Diz-me...
Quanto tempo passou
Até já não se venderem rosas?
Até deixares de mas oferecer,
E eu de tas pedir?
Quanto tempo se esgotou
Até perderem significado?
Até o constatarmos?
Era rara uma zanga e ainda assim surgia uma rosa
Para demonstrar que tudo era efémero....e acabou por ser.
Quanto tempo se escoou,
Até te esqueceres de me dar a mão,
Até não me lembrar de te dar a minha?
Abandonei-a perto de ti tantas vezes...
Estavas ausente
Tornei-me ausente.
Quanto tempo percorremos,
Até tudo nos ser indiferente,
Até não se venderem rosas,
Até não possuirmos mãos?
Tornámo-nos imperceptíveis,
impalpáveis, um ao outro...
As rosas ficaram pálidas,
o tempo avançou sobre elas,
Restando somente pó
e pétalas quebradiças.
Lembro-me da rua, lembro-me que era um final de tarde.
Lembro-me de não ter dito nada. Naquele dia soube que caminhávamos para o vazio e calei-me. Estava cansada. Fora mais um dia intenso de trabalho e nesse momento falhou-me a voz. Recostei-me no banco do carro e coloquei os óculos escuros de tal forma tinha a vista cansada. Anoitecia.
Devia ter-to dito. Pelo menos teria tentado.
Raquel Vasconcelos
gostas de rosas?
sim...gostei um dia.
Diz-me...
Quanto tempo passou
Até já não se venderem rosas?
Até deixares de mas oferecer,
E eu de tas pedir?
Quanto tempo se esgotou
Até perderem significado?
Até o constatarmos?
Era rara uma zanga e ainda assim surgia uma rosa
Para demonstrar que tudo era efémero....e acabou por ser.
Quanto tempo se escoou,
Até te esqueceres de me dar a mão,
Até não me lembrar de te dar a minha?
Abandonei-a perto de ti tantas vezes...
Estavas ausente
Tornei-me ausente.
Quanto tempo percorremos,
Até tudo nos ser indiferente,
Até não se venderem rosas,
Até não possuirmos mãos?
Tornámo-nos imperceptíveis,
impalpáveis, um ao outro...
As rosas ficaram pálidas,
o tempo avançou sobre elas,
Restando somente pó
e pétalas quebradiças.
Lembro-me da rua, lembro-me que era um final de tarde.
Lembro-me de não ter dito nada. Naquele dia soube que caminhávamos para o vazio e calei-me. Estava cansada. Fora mais um dia intenso de trabalho e nesse momento falhou-me a voz. Recostei-me no banco do carro e coloquei os óculos escuros de tal forma tinha a vista cansada. Anoitecia.
Devia ter-to dito. Pelo menos teria tentado.
Raquel Vasconcelos
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Por ocasião da edição dos livros do Grilo "Escrever é um lugar tão perto", uma amiga, a propósito, enviou-nos esta mensagem que não resisto a transcrever:
"Nutridos de sonhos, os clientes do "Grilo", adoçam o café com poesia e ousam escrever à mesa uma prosa de bolos...E fantasia.
Parabéns pela ideia, pela entrega."
Manuela Inácio
Ana Bela
"Nutridos de sonhos, os clientes do "Grilo", adoçam o café com poesia e ousam escrever à mesa uma prosa de bolos...E fantasia.
Parabéns pela ideia, pela entrega."
Manuela Inácio
Ana Bela
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Um poema de Miguel Torga para recordar que a segunda sessão está à porta.
Dia 3 de Junho.
Brinquedo
Foi um sonho que tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.
O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.
Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel.
Miguel Torga
Ana Bela
Dia 3 de Junho.
Brinquedo
Foi um sonho que tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.
O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.
Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel.
Miguel Torga
Ana Bela
terça-feira, 19 de maio de 2009
Hoje deparei numa revista com as filhas do António Feio. Custou-me perceber que estava a ver as adolescentes que passavam aqui as tardes comendo queques.
Comprovei a muito custo que embora gostássemos, não podemos parar o tempo e que tudo se repete dia após dia, sem nos apercebermos que o nosso relógio biológico é incansável nas suas voltas consecutivas.
Com os cabelos a branquear encosto as rugas à vidraça da vida e abro a boca de espanto.
Meu Deus! Como crescem....
Ana Bela
Comprovei a muito custo que embora gostássemos, não podemos parar o tempo e que tudo se repete dia após dia, sem nos apercebermos que o nosso relógio biológico é incansável nas suas voltas consecutivas.
Com os cabelos a branquear encosto as rugas à vidraça da vida e abro a boca de espanto.
Meu Deus! Como crescem....
Ana Bela
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