Hoje li numa revista, que há coisas que desapareceram das nossas vidas e que nunca mais voltam e como é dia dos namorados houve uma desaparição que me deixou saudosa. Aqui para nós, quando namorava com o Duarte e vão lá 37 anos ( e eu com 20), eu morava em Parede (Cascais) e ele no Fundão, choviam cartas e telegramas, alguns só diziam AMO-TE. Hoje li que acabaram os telegramas. Pois, mas há mail, e há também a minha saudade dos tempos e das coisas que ficaram para lá de montanhas muito altas... serei talvez uma pessoa que ficou um pouco parada e ligada a valores antigos, mas esperei por a meia noite para dizer ao meu (namorado): estou aqui - amo-te
Ana bela
domingo, 14 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Este dia é dedicado a ti,a ti que me procuras no Grilo, mesmo quando estou metida na cozinha, a ti, que me tens feito ver que a amizade é mesmo o que eu pensava dela, a ti, que me animas quando estou em baixo, a ti que vens de prepósito só para saber se estou bem. A ti que és uma pessoa muito especial e ainda não descobriste, a ti que partilhas comigo as tuas alegrias e tristezas, as tuas novas amizades, as conquistas que tens feito para descobrires o ser humano fantástico que és. Para que tenhas mesmo a certeza que é para ti que falo, só uma pergunta, porque não foste ao CCB ver a dança?
Ana Bela
Ana Bela
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Com estes dias que pingam, que se desfazem em chuva, que me deixam com a impressão que até eu me precipito em chuvas, costuma acontecer-me nostalgia, por isso tenho perdido ou (achado) o tempo a dar volta ao baú, para onde empurro todos os meus escritos. Deparei-me com todos os poemas e prosas que ainda hoje estou para saber como fui capaz de insistir tanto com as pessoas para que escrevessem para os livros do Grilo.
Por vezes fazemos coisas e nem sabemos como. Foram meses de muita animação, de um enorme prazer em saber que tantos que escreviam como eu para a gaveta, teriam o seu poema ou conto, lidos por muitos e para sempre inscritos num livro. Eu não digo que a chuva me deixa sem graça?
Ana Bela
Por vezes fazemos coisas e nem sabemos como. Foram meses de muita animação, de um enorme prazer em saber que tantos que escreviam como eu para a gaveta, teriam o seu poema ou conto, lidos por muitos e para sempre inscritos num livro. Eu não digo que a chuva me deixa sem graça?
Ana Bela
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Para que se vão recordando de alguns poetas brasileiros, para a próxima sessão, deixo-vos com Cecília Meireles, poeta que muito gosto.
Sonhei um sonho
Sonhei um sonho
e lembrei-me de um sonho
e esqueci-me de um sonho
e sonhei que procurava
em sonho aquele sonho
e pergunto se a vida
não é um sonho que procurava um sonho.
Ana Bela
Sonhei um sonho
Sonhei um sonho
e lembrei-me de um sonho
e esqueci-me de um sonho
e sonhei que procurava
em sonho aquele sonho
e pergunto se a vida
não é um sonho que procurava um sonho.
Ana Bela
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Há muito tempo que não abro a gaveta onde escondo a vontade de ser poeta, hoje aventurei-me e vou arejar os sentimentos.
Dor de amor
Só... apanhava búzios na praia deserta
contava estrelas que não estavam no céu
olhava um pôr do sol que não existia.
Silenciava os gritos
nadava rios há muito secos
sonhava barcos sem velas, sem rotas, sem mares
só o vento soprava teu nome
trazia de volta esta dor de amor
que desagua no meu corpo.
"Dou-te esta dor, amor"
Ana Bela
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Passo 10 horas seguidas no Grilo, mas quer esteja a trabalhar ao balcão ou aos tachos, estou sempre atenta ao que se passa e hoje ouvi o seguinte: um senhor estava a falar ao telemovel e do outro lado devem ter perguntado onde se encontrava, ao que ele responde prontamente, eu estou a "Grilar". Boa, gostei do termo.
Para que preciso eu de prender um grilo na minha gaiola?
Ana Bela
Para que preciso eu de prender um grilo na minha gaiola?
Ana Bela
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O livro que este mês partilho convosco, já foi um dos temas do blog, mas como não fazia parte da lista, resolvi acrescentar, pois é certamente um livro que naõ se deve deixar de ler. A mim tem-me acompanhado ao longo de muitos anos. Merece ser lido com muita atenção. A primeira edição é de 1974, mas é tão lido e como é sem sombra de dúvida um livro para oferecer a pessoas especiais, encontra-se em qualquer livraria, passados que são 36 anos.
Ana Bela
Ana Bela
Subscrever:
Mensagens (Atom)