sábado, 11 de setembro de 2010

Chegaram finalmente ao fim as férias da amiga que me vem dar um abraço logo de manhã e que me dá coragem para continuar sonhando e fazendo poemas de cabeça por entre tachos e panelas.
Não amiga, não sou poeta mas gostaria. Hoje, larguei as cebolas e escrevi não fosse a memória pregar-me uma partida, o poeminha que apareceu no momento em que fazia lasanha.

Angústias

Madrugadas por inventar
noites que acordam
em abraços indecisos
e o sol que não nasce...
e esta angústia que cresce...
e o choro sem lágrimas...
as palavras estranguladas
num grito de voz calada...
então...
invento os monstros
que surgem do nada
que se colam à pele
e se abraçam ao corpo
fechando dedos ferozes...

e a minha voz que não grita...


Ana Bela

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sandór Marai escritor diz:

- Alguém sorri, irresponsável, uma vez e atolamo-nos logo nessa amizade.

Fixei esta frase de um dos seus livros, pois encaixa na perfeição em mim. basta um sorriso para eu acolher o seu dono, para encontrar os seus prazeres, para satisfazer as suas vontades. Assim vivo por vezes, momentos eternos de angústia quando ao fim de muitos sorrisos percebo que afinal amizade é algo que tem que ser mais, mas muito mais sorrido.
Vou continuar a cair na artimanha incapaz de distinguir sorriso de SORRISO.


Ana Bela

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"Hoje sai de todas as dificuldades; ou melhor, expulsei todas as dificuldades, pois elas não estavam no exterior, mas no interior, nas minhas opiniões" (cito)


Ana Bela

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Receita - Sugestão

Se ainda estão dispostos a fazer mais uma asneira de Verão...

No óleo onde vai fritar as batatas, ponha 4 dentes de alhos, frite tudo ao mesmo tempo, verá como ficam óptimas.

Ou, antes de fritar batatas, tempere-as com sal, vinagre e orégãos, ficam estaladiças e muito mais saborosas.



Ana Bela

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Um poema de Jorge Serafim, poeta novo e vivo.


"A sul de ti"


No fundo
Só queria inventar o algodão das nuvens
amassá-lo e cozê-lo no teu coração
tirar dessa fornada sem fermento
o interior do arco-íris
senti-lo murmurar searas amarelas mas em violeta
searas de um beijar azul que florescem verdes.


Ana Bela

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Há por ai alguém que leia nas entrelinhas?

Acordei-me hoje tão sem garra, que até o dia me faz cinzenta e lógicamente a minha habitual prosa foi arrastada por um vento que não venta.

Há por ai alguém que leia nas entrelinhas?



Ana Bela

domingo, 5 de setembro de 2010

Momentos hilariantes?

O meu trio na frente de combate, Pedro, Raquel e Laryssa, sempre atentos a tudo, contaram-me que recentemente um senhor se senta na esplanada, pede uma cerveja um pau de canela e vai molhando a canela na cerveja e vai comendo o dito pauzinho. Não, eu também achava que era só para chupar, mas não, eles ouvem mesmo o barulho ao ser mastigado. Gostos



Ana Bela