terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Eduardo Pitta é um dos poetas africanos que eu gosto e este poema um dos meus favoritos. Talvez porque me assusta perder o "azul".


Meia dúzia de linhas

meia dúzia de linhas
para me dizeres que tudo mudou

agora desaguas noutros mares
são outras terras outras gentes

eu continuo por aqui
na perplexidade dos caminhos a percorrer

somos como pássaros
que o horizonte recusasse

perdemos o azul
e perdemo-nos.


Ana Bela

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A família partiu, as filhoses comeram-se o bacalhau também e depois de prendas, laços e fitas, lá se passou mais um natal. O novo ano não tarda a aparecer, para de seguida todos deixarmos na gaveta os abraços e beijos com que nos presenteamos uns aos outros, serão sinceros não duvido, mas não duram o ano todo...



Ana Bela

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Por uns dias terei que abandonar a escrita no blog, pois começa amanhã a minha maratona na cozinha. Desejo a todos que me acompanham por aqui, um feliz Natal. Sei que os ventos não são os mais favoráveis, mas Natal é Natal e como é a festa da família, a crise não importa se nos encontramos reunidos. Um abraço do tamanho do Mundo.




Ana Bela

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ora aqui está um dia daqueles que me deixa com o sorriso esquecido, perdido algures no mês de Agosto. É curioso, mas com a idade acho que nos lembramos de coisas que sentimos ano após ano e não tinhamos dado por isso. Por exemplo: nunca gostei de Domingos, nem mesmo quando era criança, nunca gostei de Invernos e em contrapartida adoro Verões, sobretudo Agostos.
Ontem dei por mim a pensar na sensação que tive quando finalmente aprendi a andar de bicicleta. Ainda é cedo para estar senil ou não?



Ana Bela

domingo, 19 de dezembro de 2010


Imagem para ser feliz...
Ana Bela

sábado, 18 de dezembro de 2010

A minha amiga R. C. que vive algures entre abraços (é um abraçódromo), gostou do poema de Nuno Júdice. Mas se o meu gosto não me atraiçou-a, este poeta quando escreve sobre amor ama em cada linha, em cada palavra em cada frase. Se a escrita poética fosse assim uma verdade... diria," como ama este homem!"



Ana Bela

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Retrato

Amo-te; e o teu corpo dobra-se,
no espelho da memória, à luz
frouxa da lâmpada que nos
esconde. Puxo-te para fora
da moldura: o teu rosto branco
abre um sorriso de água, e
cais sobre mim, como o
tronco suave da noite, para
que te abrace até de madrugada,
quando o sono te fecha os olhos
e o espelho, vazio, me obriga
a olhar-te no reflexo do poema.

Nuno Júdice



Ana Bela