domingo, 10 de junho de 2012

Ainda na ponte das memórias.
Foi da minha avó que herdei esta mania das compotas e dos biscoitos. Já uma vez aqui disse que os cheiros são para mim um meio de desvendar a saudade, de avivar as recordações.
Se a trepadeira matizada de lilás cresceu comigo, o cheiro da fruta, o aroma quente dos bolinhos no forno, fizeram tambem parte desse crescimento. Ainda sinto o cheiro da casa da minha avó...
As avós deviam ser eternas.


Ana Bela

sábado, 9 de junho de 2012

Esta foi a primeira flor que vi na vida, foi ao aprender a falar que me deparei com ela.
Atravessei hoje a ponte das memórias e recordei que no quintal da minha avó, cresciam estas trepadeiras, cresciam elas e mais eu.
Como doi ter saudade mesmo que de coisas boas...


Ana Bela

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Para matar a saudade que vou ter dos meus amigos que me acompanham nas noites de poesia, suspensas para férias.

"Quem a tem..."

Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

Eu não posso se não ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.

Troçaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.


Jorge de Sena

Ana Bela

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Disse Richter que, "Os velhos são crianças que crescem para trás". Talvez por isso me apeteça cada vez mais andar de baloiço e as saudades que tenho de jogar à macaca?
Acho que a frase está mesmo certa, chegamos a uma altura da vida que gostariamos de conseguir saltar à corda e percebemos que já não dá...


Ana Bela

quarta-feira, 6 de junho de 2012

É um hábito de 20 anos, ter um pensamento novo todas as semanas no Grilo. Hoje estive a fazer a conta, tirando as férias, já usámos 888 pensamentos ou frases que me disseram qualquer coisa quando as li. Não há o perigo de se esgotarem eu tenho mais de 3000.


Ana Bela

terça-feira, 5 de junho de 2012

No Grilo há sempre um miminho em forma de bolacha em miniatura de água e sal, para os amigos de 4 patas. É sempre o Pedro que lhes dá e é engraçado de ver, porque os nossos amigos conhecem o ritual e quando o Pedro não está visível, ladram a chamá-lo e não arredam patas enquanto ele não leva a bolachinha.


Ana Bela

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ontem apareceu no Grilo uma daquelas menininhas que hoje são mulheres e que em 20 anos por ali cresceram. Na alegria do reencontro, pois há muito que não a via, no meio da conversa perguntei se tinha bébés ao que me respondeu prontamente: "Para que quero os filhos, se tenho o meu motão? Achei graça à comparação e aceito que nem todas as opções de vida são as mesmas.


Ana Bela