quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Não resisto a transcrever uma das cartas de amor de Fernando Pessoa.


Bébézinho do Nininho-ninho


Oh!
Venho só quevê pâ dizê ó ´Bébézinho que gotei muito da catinha d'ela. Oh!
E também tive munta pena de não tá ó pé do Bébé pâ le dá jinhos.
Oh! O Nininho é pequinininho!
Hoje o Nininho não vae a Belém porque, como não sabia s'havia carros, combinei tá aqui às seis o'as.
Amanhã, a não sê qu'o Nininho não possa é que sahe d'aqui pelas cinco e meia (1)  (isto é a meia das cinco e meia).
Amanhã o Bébé espera pelo Nininho, sim? Em Belem , sim? Sim?
Jinhos, jinhos e mais jinhos

Fernando
31/5/1920

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(1) No original, há aqui o desenho de uma meia.



Ana Bela

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Gosto de Fernando Pessoa, tenho todos os livros dele, porque amigos que nos dão rosas amarelas e todos os livros de um autor, desde o momento em que sabe que gostamos de o ler, desaparecem e eu nem sei para onde mandam pessoas assim. Afinal deve ser tão longe que nunca mais os vemos, só temos a saudade, os momentos, os sorrisos.
Tudo isto para dizer que gostando de Pessoa, não gosto de tudo o que escreveu e As cartas de Amor, tem um amor muito sem amor, no entanto vale a pena ler assim ao jeito de comparação entre os amores de ontem e os de hoje.


Ana Bela

sábado, 1 de dezembro de 2012


Todos os anos há sempre alguém impaciente e curioso por ver a nossa árvore de natal.
Ela lá está e este ano o mérito é do Pedro, foi ele que a imaginou e nos obrigou a beber garrafas e garrafas de Sumol.

Ana Bela

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Elas... as crianças

O Vasco foi à cozinha mostrar -me que vinha vestido de cow boy, a minha reação foi perguntar se estávamos no Carnaval., ao que ele prontamente respondeu: se é Natal todos os dias, também pode ser Carnaval. Gostei!


Ana Bela

quinta-feira, 29 de novembro de 2012


Só há uma cor que me tira todas as zangas e maus feitios e este frio horrível. O Amarelo. Hoje eu necessitava de um jardim de rosas amarelas ou de um mar com peixes amarelos.  A minha cor preferida é o Amarelo o meu mês preferido Agosto com 40 graus.

Decididamente não sou mulher de Invernos.


Ana Bela

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Momentos

Na ementa havia Carbonara. A senhora comeu e no fim mandou chamar-me. Não querendo ir muito fundo na história que se resume quase sempre ao mesmo, quem presta  um serviço que não passa disso mesmo, não tem direito a saber mais nada.
A pergunta que me foi feita foi se eu sabia o que era Carbonária, sabia, porque também eu tenho cultura geral, embora descasque muitas batatas, faça muitos queques, muitas tartes, muitos sonhos muitas rabanadas salames e brigadeiros e até escreva poesia. Mas sabia que era uma sociedade secreta, criada  em Itália e também sabia que foram os chamados "carvoeiros que inventaram a "Carbonara".
Não sei se impressionei, parece-me que não. A senhora disse-me então que emendasse o nome do prato e saiu.

Há um ditado que eu gosto muito e que diz: Cultura é tudo o que lembramos, depois de termos esquecido o que aprendemos.
Eu esqueci muita coisa, mas estava num dia inspirada e lembrei os "Carbonários"


Ana Bela

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Eu guardo os tubos vazios do papel higiénico e o Pedro decora-os para os meninos. O que não sabem é que todas aquelas cores e desenhos têm um significado. Uma cor é para voar, outra será para ficar invisível,outra ainda para ficar forte, para pular, enfim, o curioso é que nunca confundem nem cores nem símbolos, enfiam aquilo nos pulsos e lá vão felizes para a escola.
Claro que ensaiam tudo no Grilo e eu tenho que vir da cozinha fazer de conta que não os vejo, que ficaram invisíveis. É como diriam os brasileiros uma curtição logo pela manhã.


Ana Bela