Esta manhã estava uma mãe ao balcão enquanto a filha de dois anos se entretinha a remexer os brinquedos.
O Pedro perguntou à menina o que queria ser quando fosse grande, resposta rápida; Quero ser mágica para fazer a mãe mais bonita, pintava de cor de rosa aqui aqui e aqui, e com os deditos foi apontando a boca o nariz e os olhos. Ninguém se lembra destas coisas a não ser mesmo a magia das crianças.
Ana Bela
sábado, 28 de setembro de 2013
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
O Workshop que a Rita preparou não teve adesão, o que quer dizer que ninguém quer aprender a fazer rabiscos. Ouvimos todos os dias as pessoas lamentar que não há nada para fazer e a vida resume-se para muitos na passeata que fazem de casa para o trabalho e vise versa. Alguns mais afoitos vão até ao paredão.
Embora esta iniciativa tenha sido sugerida por a Rita que nos pediu um espaço, lamento que não tenha sido o que ela estava à espera. Mas lamento muito mais que ninguém tenha querido aprender a desenhar queques e as lindas árvores do Jardim Constantino. Procurem, pesquisem, que vão ver as coisas que há por ai para mudar a rotina.
Rita, continua...
Ana Bela
Embora esta iniciativa tenha sido sugerida por a Rita que nos pediu um espaço, lamento que não tenha sido o que ela estava à espera. Mas lamento muito mais que ninguém tenha querido aprender a desenhar queques e as lindas árvores do Jardim Constantino. Procurem, pesquisem, que vão ver as coisas que há por ai para mudar a rotina.
Rita, continua...
Ana Bela
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
A Rola
O cheiro acre da penugem nova
da jovem rola fiel, solitária,
dos próximos pinheiros exilada,
entontecia os seres que a rodeavam
para escutar a paz do seu arrulho
-- os seres tão diversos de três reinos,
o gato negro, a pedra e eu no meu mundo.
Fiama Hasse Pais Brandão (1939)
Porque é urgente não esquecer a poesia.
Ana Bela
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Tinha saudades delas das minhas crianças e agora lá estão aquelas coisinhas pequenas todos os dias à porta da cozinha para dar os seus beijos molhados e os abraços, estes mesmo abraçados. Nem tanto tempo afastados os fez esquecer que a porta é o limite e ali ficam à espera que também eu os abrace. Passo por esta situação há 21 anos, só tenho pena que quando chegam à idade da primária, tenham já vergonha das manifestações de carinho. É assim mesmo, mas eles são renováveis, outros virão e todos ficam na minha recordação.
Ana Bela
Ana Bela
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Adoro ir ao cinema, ver filmes na TV ou no computador, não me satisfaz mas, a última vez que fui ao cinema foi para ver Avatar, já lá vai um tempão. Depois de acabar o meu trabalho, resta-me pouca disposição para sair de casa, no entanto, no Domingo fui ver "O Mordomo". Pensei que era um filme diferente, gostei, mas, pensei que me dissesse algo de novo e afinal, que me perdoem os que não concordarem, o que vi já tenho visto noutros filmes americanos, onde mostram ao Mundo as coisas más lá de casa e seguem felizes e contentes. Não sei, talvez seja uma maneira de ter a consciência menos pesada.
Ana Bela
Ana Bela
sábado, 21 de setembro de 2013
Nuno Júdice, prepara-se para editar um novo livro de poesia, como é um dos meus poetas preferidos e porque não posso andar por ai fazendo de conta que já não há poesia nem em mim nem em ninguém, só transcrevo um pouco do muito que é este poema.
O livro chama-se "Breve sentimento do eterno"
Às vezes, queria ter apenas uma palavra
para te ver, tão leve como a flor, ou
tão doce como o amor; queria saboreá-la,
como se fosse um torrão - ou dizê-la
como fácil suspiro, sem dor nem tristeza....
Ana Bela
O livro chama-se "Breve sentimento do eterno"
Às vezes, queria ter apenas uma palavra
para te ver, tão leve como a flor, ou
tão doce como o amor; queria saboreá-la,
como se fosse um torrão - ou dizê-la
como fácil suspiro, sem dor nem tristeza....
Ana Bela
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
As rosas não são para mim, são para a minha irmã que faz hoje 53 anos. Mas também podiam ser para mim, que delas necessito para me alegrarem. Sempre que um dos meus cinco irmãos faz anos, recuo àquelas festinhas de crianças felizes, coloridas, barulhentas, que o meu pai organizava e onde sempre havia um teatrinho, leituras de histórias em que todos participavam. Hoje vamos jantar juntos e depois... podemos estar meses sem dizermos nada. Isto é o que mata a pouco e pouco os sorrisos e as gargalhadas. No meu tempo, era tudo mais simples e verdadeiro.
Ana Bela
Ana Bela
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