Para ti Cris que estás sempre atenta ao meu blog, tu que sempre encontras uma palavra e o mais importante muitas rosas amarelas, para me animar, vou mandar-te este poema velhinho que eu fiz. Não , agora eu não faço mais poemas, esgotaram-se as palavras, desapareceu a magia.
Devagar
Meu amor...
não te apresses
dormem-se ainda as montanhas
muito lento...lentamente
espreguiça-se o sol.
Não te apresses
gasta-se assim a magia,
as palavras, as vontades
a realidade é tão ténue
como a manta de neblina
que cobre ainda o val.
Sem pressa
meu amor
devagarinho
Sem gastarmos as palavras.
Ana Duarte/2008
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
As terças feiras
Depois de eu e o Pedro trabalharmos 14 horas seguidas no Grilo, só me apetece agora que passou mais uma terça feira, sorrir e esperar pela semana que vem. O cansaço é tão grande, que não sabemos se temos pernas e pés, ou se simplesmente estão trocados de sítio.
Ana Bela
Ana Bela
sábado, 12 de outubro de 2013
Há dias...
Hoje o dia foi assim como que a nostalgia espalhada por toda a pele. Sensibilidade ao mais pequeno som, lágrimas sem sentido. Foi mesmo um dia daqueles...
Talvez porque faça parte daqueles que acreditam na força da amizade e do amor. A histórias bonitas não se põem pontos finais. Por isso tenho tempo para sonhar mesmo quando descasco batatas. Mas...
ao fim de um certo tempo, não sei se sou eu que sofre de nostalgia ou se a peguei às batatas.
Ana Bela
Talvez porque faça parte daqueles que acreditam na força da amizade e do amor. A histórias bonitas não se põem pontos finais. Por isso tenho tempo para sonhar mesmo quando descasco batatas. Mas...
ao fim de um certo tempo, não sei se sou eu que sofre de nostalgia ou se a peguei às batatas.
Ana Bela
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Prendas de parede
As aparências iludem, mas tudo bem se acham que "Mom's the boss" Os nossos amigos são uns queridos e eu adorei, mas teria que fazer algumas alterações para que fosse verdadeiro.
Ana Bela
Ana Bela
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Leitura e companhia
Este mês vou voltar com um autor que me dá um enorme prazer ler, Mia Couto. Da vasta obra de Mia, não conseguiria destacar o que mais gostei de ler, sei que cada livro me transporta a África e cada palavra que ele transforma ou descobre, é um pleno exercício de poesia. Vamos pois redescobrir as abensonhadas palavras.
Ana Bela
Ana Bela
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Os amigos mandam flores
Cris, estas são as rosas mais bonitas que já me mandaste, são tão amarelas, tão direitinhas, tão tantas tão pequeninas e ternurentas. Obrigada, começas a sentir quando eu preciso de rosas sem gritar por elas. A cor amarela tem várias implicações na nossa personalidade, dizem aqueles que acreditam, nada do que à cor amarela diz respeito se enquadra em mim. Gosto desta cor porque gosto e porque se estou triste ela dá-me luz.
Ana Bela
Ana Bela
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Francisco
Um dia um amigo disse-me que no meu blog não se diz mal de ninguém, não se fala de política, não se fala de religião.
Tenho explicação para isso:
- Quem sou eu para criticar as atitudes dos outros
- Quanto à política, sou a partidária, cada um veste a cor que quer.
- Com a religião é mais complicado. Eu que andei anos e anos num colégio interna, eu que cheia de sono e de fome, tinha que antes do pequeno almoço ir à capela fazer as orações da manhã (passávamos no corredor do refeitório e cheirava a café com leite). Todos os dias havia missa por alma da mãe de uma das professoras que eu nem conheci. Todas as semanas tinha obrigatoriamente que me confessar e eu não tinha espaço para pecados, os muros eram demasiado envolventes e as saídas estavam guardadas por soldados.
Cansada de aulas, estudos, música, piano, orfeão e tudo o que se faz para preencher um dia de 500 alunas fechadas, cheia de sono, tinha que ir novamente à capela fazer a oração da noite. Não é assim tão linear ser aluna no Instituto de Odivelas.
Toda esta prosa para dizer que agora só vou a uma igreja, quando morre um amigo, quando se batiza um amigo, quando casa um amigo.
E agora falo de religião, porque não sabia ser possível haver um Papa que diz o que diz e faz o que faz. Agora, talvez eu volte a falar de religião. Obrigada Francisco.
Ana Bela
Tenho explicação para isso:
- Quem sou eu para criticar as atitudes dos outros
- Quanto à política, sou a partidária, cada um veste a cor que quer.
- Com a religião é mais complicado. Eu que andei anos e anos num colégio interna, eu que cheia de sono e de fome, tinha que antes do pequeno almoço ir à capela fazer as orações da manhã (passávamos no corredor do refeitório e cheirava a café com leite). Todos os dias havia missa por alma da mãe de uma das professoras que eu nem conheci. Todas as semanas tinha obrigatoriamente que me confessar e eu não tinha espaço para pecados, os muros eram demasiado envolventes e as saídas estavam guardadas por soldados.
Cansada de aulas, estudos, música, piano, orfeão e tudo o que se faz para preencher um dia de 500 alunas fechadas, cheia de sono, tinha que ir novamente à capela fazer a oração da noite. Não é assim tão linear ser aluna no Instituto de Odivelas.
Toda esta prosa para dizer que agora só vou a uma igreja, quando morre um amigo, quando se batiza um amigo, quando casa um amigo.
E agora falo de religião, porque não sabia ser possível haver um Papa que diz o que diz e faz o que faz. Agora, talvez eu volte a falar de religião. Obrigada Francisco.
Ana Bela
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