domingo, 17 de novembro de 2013

Torradas sem ternura

Ter-se um amigo/a com quem partilhamos as nossas coisas boas e as nossas coisas menos boas, a quem damos abraços com os braços todos, com quem bebemos chá e comemos torradas com doce de limão, a quem escrevemos cartas, a quem mostramos poemas, por muito despoemas que sejam e de repente esse amigo não tem mais ouvidos para ti, não quer falar, prefere escutar-se a si e em silêncio, é triste. A amizade continua porque não é uma coisa que se ponha à venda, mas faltam-lhe as palavras, os gestos com que se alimentam os sentimentos. Sou tua amiga, mas falta o doce de limão nas torradas.


Ana Bela

sábado, 16 de novembro de 2013

Volta o meu inimigo, o frio

E ai vêm aqueles dias que eu não gosto, aqueles frios que não se afastam de mim nem com o mais grosso cobertor. Costumava aquecer-me com uma manta feita de retalhos de saudade mas nestes últimos tempos descobri que saudades significa passados, presente significa nem ver o sol, olhar à minha volta e estar tudo escuro, só resta o futuro e esse é já muito fim. Parece-me então que tenho que aprender minimamente a viver com todos os frios em que vou tropeçando.


Ana Bela

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

As tais da minha paixão

Hoje eu precisava de rosas amarelas e ela adivinhou... Obrigada

Ana Bela

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Poesia

Mais um poema anterior ao corte penso que radical com a tal magia que vivia e dormia comigo.
Penso que não aconteceu só a mim. Mas como gostas dos meus escritos... e como foi inspirado numa grande cumplicidade...

ESPERA-ME

Espera-me amor
espera, chegarei
quando o meu desejo for só um lamento
quando o mar se deitar na areia.

Espera-me
virei beber ternura
na palma da tua mão
virei sem que me sintas,
serei nuvem
serei um gesto frágil,
uma transparência, um vento suave que sopra,
mas virei.

Espera-me

Ana Duarte/2009


Ana Bela

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Depois daquela paleta de cores, de risos, brincadeiras e muitos queques, no dia a seguir surgem os comentários e coisas verdadeiramente engraçadas.

- Um dos meninos que tem a avó a trabalhar num infantário, quando ela o foi buscar à escola  perguntou-lhe se conhecia um café chamado Gafanhoto que fazia queques.(tinha esquecido a palavra Grilo).

- A professora mandou na terça feira fazer um desenho que retratasse o que se tinha passado na escola.
Uma das crianças, na tentativa de dar nomes às figuras que tinha desenhado, pergunta à professora: como se chama a filha do Pedro? (eu seria a dita filha).

Ana Bela

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Os queques foram à escola

Quisemo- nos fazer um desafio. O Café Grilo tem destes momentos, pensa e faz. Assim lá fomos até à Escola munidos dos nossos queques, dos nossos cremes, e de todas as coisas para os enfeitar. As crianças ficaram satisfeitas e no meio de tanto colorido, lá foram alegremente construindo o seu queque. No fim, tinham feito umas caixinhas com a ajuda dos professores onde o guardaram para mostrar aos pais em casa.







Ana Bela


sábado, 9 de novembro de 2013

Poema

Acabou -se-me mesmo a magia para escrever poesia. Estarei talvez mais virada para a prosa. No entanto, do tempo da magia e no fundo da gaveta, existem ainda os meus poemas.

Memória

Às vezes choro.
As lágrimas
nascem da saudade inútil
do que não lembro
do que fica do outro lado de mim.
Reduzo a memória a nada
o tempo acabou
choca-me o esquecimento.
A minha casa não tem porta
simplesmente uma janela
me deixa debruçar
procurando cansada
a memória de ti.
Ana Duarte/2008


Ana Bela