Abri a gaveta dos poemas amontoados em camadas cada vez mais antigas e ao acaso...
Deixa-me comigo
Neste sítio onde me existo,
onde as palavras são doces e os sonhos coloridos,
deixa-me comigo.
Ao entardecer, quando os barcos partem para o mar,
sorrio.
Nada me separa do desejo de viver.
Quero ouvir o silêncio, fazer um poema mudo
não sei se a ti se à vida
mas deixa-me sozinha com um balão preso nos dedos
deixa-me sonhar,
ser o riso de uma criança
só... comigo.
Ana Duarte
Ana Bela
sábado, 29 de março de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
Falha de conhecimentos (meus)
Sei muita coisa, já esqueci muita coisa do que aprendi, e gosto de saber muitas coisas, no entanto há fatores que condicionam a nossa sabedoria e um deles é ter consciência que ainda me falta saber muito e nunca vou saber. Nunca imaginei que uma couve de Bruxelas crescesse assim, sei que a ignorância é toda minha, julgo que todas as pessoas sabiam menos eu...
quinta-feira, 27 de março de 2014
Os Arrumadinhos
Localizar a idade que começo a ver estes carrinhos, está esbatida na minha memória. Hoje vi um e mais uma vez com dois ocupantes. Podem explicar-me aquilo que sempre tentei perceber? como é que num só lugar vão habitualmente duas pessoas? como cabem? e porque será que geralmente o pendura é uma senhora para o grandinho? Mais, nem vão ao colo, vão coladinhos um ao outro.
Ana Bela
Ana Bela
quarta-feira, 26 de março de 2014
A idade mais o cansaço
Ontem, não foi falta de rede que me impediu de escrever, ontem foi mesmo um terrível cansaço que se vem acumulando ao longo deste tempo em que trabalhamos eu e o Pedro 14 horas, às terças feiras. Pensei que com o tempo o corpo se fosse habituando.Ontem foi mesmo um bloqueio serrado, físico e mental. Também as senhoras sexagenárias já não devem ter corpo que recupere...
Ana Bela
Ana Bela
sábado, 22 de março de 2014
Para meditar
"Muitas vezes esquecemo-nos que as pessoas com as quais somos obrigados a viver... são também obrigadas a viver connosco"
Ana Bela
Ana Bela
sexta-feira, 21 de março de 2014
Dia Mundial da Poesia / Meninos do Huambo
Hoje , Dia Mundial da Poesia.
Que bom a Poesia ter um dia.
Esta imagem reflete um pouco o que se pode sentir, quando escrevemos um poema.
Tenho pena que haja tanto poeta a escrever para a gaveta.
Vi a reportagem dos meninos ( agora rapazes do Huambo) e pensei como aquelas crianças que tanto sofreram, que ficaram sem família, que nem sabem quando nasceram, simplesmente escolhem uma data para continuarem a ser a pertencer-se, conseguem ter aqueles enormes sorrisos, escrever poesia, fazer banda desenhada e ser bailarinos e coreógrafos da sua própria arte.
Só pedem que alguém os apadrinhe, para seguir em frente com os dons que têm e que a guerra ainda lhes deixou, no meio de tanto que lhes tirou.
Se já todos os animais do Zoo têm padrinhos, então e no Huambo? nem precisamos de lhes dar um nome, eles já nos pouparam e cada um escolheu o seu. Por isso são seres humanos.
Este Mundo onde vivo é muito cruel.
Ana Bela
Que bom a Poesia ter um dia.
Esta imagem reflete um pouco o que se pode sentir, quando escrevemos um poema.
Tenho pena que haja tanto poeta a escrever para a gaveta.
Vi a reportagem dos meninos ( agora rapazes do Huambo) e pensei como aquelas crianças que tanto sofreram, que ficaram sem família, que nem sabem quando nasceram, simplesmente escolhem uma data para continuarem a ser a pertencer-se, conseguem ter aqueles enormes sorrisos, escrever poesia, fazer banda desenhada e ser bailarinos e coreógrafos da sua própria arte.
Só pedem que alguém os apadrinhe, para seguir em frente com os dons que têm e que a guerra ainda lhes deixou, no meio de tanto que lhes tirou.
Se já todos os animais do Zoo têm padrinhos, então e no Huambo? nem precisamos de lhes dar um nome, eles já nos pouparam e cada um escolheu o seu. Por isso são seres humanos.
Este Mundo onde vivo é muito cruel.
Ana Bela
quinta-feira, 20 de março de 2014
Coisas do Grilo
Hoje uma mãe, que tem uma criança com cinco anos, veio ter comigo como se o Mundo fosse acabar.
Pediu-me que fizesse algumas quadras sobre poesia para o filho a quem deram esse trabalho de casa.
Logo a mim que não gosto de fazer quadras. Para fazer uma quadra, tem que se deixar a magia de lado e escolher palavras que rimem e eu não gosto de escolher palavras para transmitir, gosto que saiam e por vezes até desconhecia que as tinha cá dentro. Eu fiz. Puxei pela cabeça e lá fui rimando ar com ar ou ir com ir.
São 22 anos de Grilo e eu ainda me surpreendo...
Ana Bela
Pediu-me que fizesse algumas quadras sobre poesia para o filho a quem deram esse trabalho de casa.
Logo a mim que não gosto de fazer quadras. Para fazer uma quadra, tem que se deixar a magia de lado e escolher palavras que rimem e eu não gosto de escolher palavras para transmitir, gosto que saiam e por vezes até desconhecia que as tinha cá dentro. Eu fiz. Puxei pela cabeça e lá fui rimando ar com ar ou ir com ir.
São 22 anos de Grilo e eu ainda me surpreendo...
Ana Bela
Subscrever:
Mensagens (Atom)


