Quando alguém nos faz falta, temos dificuldade em rejubilar com as suas ausências.
Agosto 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Declaração
Eu, aluno (e não só), vou pela primeira vez na minha vida, na minha história fazer (e com prazer) no meu caderno diário, um trabalho a valer. Trabalho de casa, calcula! Mas repara: não se trata de uma cópia, também não é uma conta nem é sequer um ditado.
Pode até parecer redacção. Mas cuidado! Olha que não. Não é mesmo redacção nem rotina-qualquer, repetição-que-me-ralha ou palha de um- verbo-encher!. É isso sim, (francamente) reflexão-de-fundo (e séria), um cá-de-dentro-que-sai, um cá-de-dentro-que-grita, vontade de estar contigo de outra maneira, autenticamente.
Acabou-se a brincadeira!
Chamam-me normalmente criança. Tu também.
Criança?!... só se for de apelido!... Como se eu fosse apenas (e só) mais um conceito abstracto a juntar a tantos outros, a uma cultura-geral!...À tua cultura geral!
E que sou eu afinal?
Pois quer tu queiras quer não, sou um João, mas João-vivo (concreto), cultura-viva (contente), de apelido tão grande, tão grande, como a vida, o mundo a vontade de os viver, a vontade de aprender tudo, todos... eu próprio! João- concreto, de apelido eu-gosto-quero-aprender-e-ser-quero-viver-rir-pular-cantar-ler-escrever-e-cantar-gostar-gostar-gostar! Gostar de todos, de ti também, mas confesso que nem sempre ajudas muito. Por vezes não ajudas mesmo nada.
Porque passas assim (com-tanta-pressa) por mim?
SE eu, por exemplo, te perguntasse a cor dos meus olhos (agora) nem sequer a saberias dizer. Porquê? e afinal se me olhasses nos olhos, quantas vezes verias como eles já estão cor-de-lágrima e isso, garanto-te, já nos ajudaria.
Bem, não fiques triste.
Calma... gosto de ti.
Data - 19-e-70 e sempre
Nome - João-concreto... de apelido tão grande, tão grande como a vida, que só quer
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Eu, aluno (e não só), vou pela primeira vez na minha vida, na minha história fazer (e com prazer) no meu caderno diário, um trabalho a valer. Trabalho de casa, calcula! Mas repara: não se trata de uma cópia, também não é uma conta nem é sequer um ditado.
Pode até parecer redacção. Mas cuidado! Olha que não. Não é mesmo redacção nem rotina-qualquer, repetição-que-me-ralha ou palha de um- verbo-encher!. É isso sim, (francamente) reflexão-de-fundo (e séria), um cá-de-dentro-que-sai, um cá-de-dentro-que-grita, vontade de estar contigo de outra maneira, autenticamente.
Acabou-se a brincadeira!
Chamam-me normalmente criança. Tu também.
Criança?!... só se for de apelido!... Como se eu fosse apenas (e só) mais um conceito abstracto a juntar a tantos outros, a uma cultura-geral!...À tua cultura geral!
E que sou eu afinal?
Pois quer tu queiras quer não, sou um João, mas João-vivo (concreto), cultura-viva (contente), de apelido tão grande, tão grande, como a vida, o mundo a vontade de os viver, a vontade de aprender tudo, todos... eu próprio! João- concreto, de apelido eu-gosto-quero-aprender-e-ser-quero-viver-rir-pular-cantar-ler-escrever-e-cantar-gostar-gostar-gostar! Gostar de todos, de ti também, mas confesso que nem sempre ajudas muito. Por vezes não ajudas mesmo nada.
Porque passas assim (com-tanta-pressa) por mim?
SE eu, por exemplo, te perguntasse a cor dos meus olhos (agora) nem sequer a saberias dizer. Porquê? e afinal se me olhasses nos olhos, quantas vezes verias como eles já estão cor-de-lágrima e isso, garanto-te, já nos ajudaria.
Bem, não fiques triste.
Calma... gosto de ti.
Data - 19-e-70 e sempre
Nome - João-concreto... de apelido tão grande, tão grande como a vida, que só quer
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Ofereceram-me há tempos um livro, se assim se pode chamar, pois é impresso numa espécie de papel de sebenta e escrito com letra de criança do primeiro ciclo.
Foi editado em 1970 por Básica Editora S.A.R.L. (claro que já extinta) com sede na Av. Elias Garcia, 49 R/c - Lisboa / telefone (reparem) 779273.
Trinta e nove anos tem a edição.
Depois de curiosamente ler o livro, resolvi fazer um apanhado do mesmo. Que me perdoe quem não concordar, mas eu também fui professora, também por lá andei.
Não querendo escrever um post muito longo, pois quebra a atenção que o texto merece, escreverei o resto amanhã.
Terei que acrescentar, que foi um amigo do Grilo que mo ofereceu e que de alunos e professores se trata. Curiosos?
Ana Bela
Foi editado em 1970 por Básica Editora S.A.R.L. (claro que já extinta) com sede na Av. Elias Garcia, 49 R/c - Lisboa / telefone (reparem) 779273.
Trinta e nove anos tem a edição.
Depois de curiosamente ler o livro, resolvi fazer um apanhado do mesmo. Que me perdoe quem não concordar, mas eu também fui professora, também por lá andei.
Não querendo escrever um post muito longo, pois quebra a atenção que o texto merece, escreverei o resto amanhã.
Terei que acrescentar, que foi um amigo do Grilo que mo ofereceu e que de alunos e professores se trata. Curiosos?
Ana Bela
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
No Grilo parece que deixo sempre algo por dizer... o que é bom, porque me faz querer voltar.
É essa a magia do Grilo.
Parece que se deixa algo por dizer, por comer... um olhar...
Então voltamos lá.
É essa a diferença do Grilo.
O Grilo é muito mais que um café, é uma segunda casa para muitas pessoas: senão a vizinhança não se instalava na esplanada com a família e os amigos.
Há lugares assim especiais que nos entram por acaso na vida.
Parece que estiveram todo o tempo à nossa espera para serem descobertos.
Escrito e enviado por
Rita Costa e Sousa
É essa a magia do Grilo.
Parece que se deixa algo por dizer, por comer... um olhar...
Então voltamos lá.
É essa a diferença do Grilo.
O Grilo é muito mais que um café, é uma segunda casa para muitas pessoas: senão a vizinhança não se instalava na esplanada com a família e os amigos.
Há lugares assim especiais que nos entram por acaso na vida.
Parece que estiveram todo o tempo à nossa espera para serem descobertos.
Escrito e enviado por
Rita Costa e Sousa
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Tristeza e alegria têm que estar em doses certas nas nossas vidas, para que se chame isso mesmo, "vida". É pois com tristeza que deixo aqui a minha homenagem a um amigo de todos os dias, de um cantinho na esplanada, de tantas sessões de poesia juntos na Biblioteca Municipal de Cascais, de de tantas conversas, de tantos poemas.
Deixou-nos, não sem antes editar um livro de poesia. Cito.
Setenta Primaveras
Deixou-nos, não sem antes editar um livro de poesia. Cito.
Setenta Primaveras
A idade não é doença...
É vida acumulada,
É força de presença,
É uma etapa na estrada.
Vida verde ou mais madura...
É sempre uma aventura,
Uma esperança renovada.
Mesmo com anos sofridos,
O desafio é ir além...
Não são os braços caídos
Que merecem ventura
De tempos bem vividos.
Ter idade, é ter um bem,
Que é tanto maior,
Quantos mais anos se tem.
Franklim Gomes
domingo, 20 de setembro de 2009
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