quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Truques provados e comprovados

E lá fui eu ao caderninho de Economia Doméstica.


Como eliminar os maus cheiros da cozinha

Ponha umas colherinhas de açucar e canela numa forma de tarte vazia e deixe que vão dourando em fogo lento. A família julgará que esteve a fazer bolos no forno todo o dia.
(que maldade).


Ana Bela

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Como queria que estivesses aqui!
Contavas-me outra vez aquela história tão linda
outra vez mãe, outra vez a história da menina
embalada de perfume em manhãs de Primavera.
Sonho-lhe o aroma das palavras
sinto o calor dos teus braços
vejo-me andar sobre flores perfumadas.
E o teu colo mãe
e os teus beijos mãe
e os teus olhos molhados de lágrimas,
só porque eu gostava da história,
lembras-te?
Como queria hoje as tuas mãos com aroma de Primavera
para me contar... Era uma vez, numa manhã...
Ana Bela

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Tem sido dífícil encontrar poetas que pintassem a cor do vento, mas se alguma sessão de poesia me empolgou, esta é a que mais me está a admirar. Álem dos seis trabalhos que já sei que fizeram,(alguns deles já em meu poder) há mais, na realidade no mundo pequenino do Café Grilo, há pessoas muito grandes, cada dia que passa, me sinto mais honrada de ter o previlégio de com elas privar. Recebi via net, uma poesia que vem de muito longe, mas que pinta o vento e a amizade. Não faltem a esta sessão do dia 7 de Outubro.


Ana Bela

domingo, 27 de setembro de 2009

Hoje, confesso, acordei com vontade de ser feliz.
Amarrei, até, no pulso o amor-perfeito
que foi secando no meu peito e retomei a velha máxima:
não deixar que qualquer angústia atinga o coração
Um castelo de areia, é tudo quanto quero
para acostar o meu barco de papel
Graça Pires

sábado, 26 de setembro de 2009

Quando não estamos por cá

Quando alguém nos faz falta, temos dificuldade em rejubilar com as suas ausências.

Agosto 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Declaração

Eu, aluno (e não só), vou pela primeira vez na minha vida, na minha história fazer (e com prazer) no meu caderno diário, um trabalho a valer. Trabalho de casa, calcula! Mas repara: não se trata de uma cópia, também não é uma conta nem é sequer um ditado.
Pode até parecer redacção. Mas cuidado! Olha que não. Não é mesmo redacção nem rotina-qualquer, repetição-que-me-ralha ou palha de um- verbo-encher!. É isso sim, (francamente) reflexão-de-fundo (e séria), um cá-de-dentro-que-sai, um cá-de-dentro-que-grita, vontade de estar contigo de outra maneira, autenticamente.
Acabou-se a brincadeira!
Chamam-me normalmente criança. Tu também.
Criança?!... só se for de apelido!... Como se eu fosse apenas (e só) mais um conceito abstracto a juntar a tantos outros, a uma cultura-geral!...À tua cultura geral!
E que sou eu afinal?
Pois quer tu queiras quer não, sou um João, mas João-vivo (concreto), cultura-viva (contente), de apelido tão grande, tão grande, como a vida, o mundo a vontade de os viver, a vontade de aprender tudo, todos... eu próprio! João- concreto, de apelido eu-gosto-quero-aprender-e-ser-quero-viver-rir-pular-cantar-ler-escrever-e-cantar-gostar-gostar-gostar! Gostar de todos, de ti também, mas confesso que nem sempre ajudas muito. Por vezes não ajudas mesmo nada.

Porque passas assim (com-tanta-pressa) por mim?
SE eu, por exemplo, te perguntasse a cor dos meus olhos (agora) nem sequer a saberias dizer. Porquê? e afinal se me olhasses nos olhos, quantas vezes verias como eles já estão cor-de-lágrima e isso, garanto-te, já nos ajudaria.

Bem, não fiques triste.
Calma... gosto de ti.

Data - 19-e-70 e sempre
Nome - João-concreto... de apelido tão grande, tão grande como a vida, que só quer
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Gostar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ofereceram-me há tempos um livro, se assim se pode chamar, pois é impresso numa espécie de papel de sebenta e escrito com letra de criança do primeiro ciclo.
Foi editado em 1970 por Básica Editora S.A.R.L. (claro que já extinta) com sede na Av. Elias Garcia, 49 R/c - Lisboa / telefone (reparem) 779273.
Trinta e nove anos tem a edição.
Depois de curiosamente ler o livro, resolvi fazer um apanhado do mesmo. Que me perdoe quem não concordar, mas eu também fui professora, também por lá andei.
Não querendo escrever um post muito longo, pois quebra a atenção que o texto merece, escreverei o resto amanhã.
Terei que acrescentar, que foi um amigo do Grilo que mo ofereceu e que de alunos e professores se trata. Curiosos?


Ana Bela