sábado, 19 de maio de 2012

Mário Quintana - Poeta brasileiro

O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dada um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido a falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.


Ana Bela

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Momentos hilariantes?

Esta semana foi cheia de "mágicos cansaços" como diz Florbela Espanca. A magia esteve presente na falta de água? não, esteve no resultado dessa mesma falta.
Domingo foi um dos dias em que a magia esteve ausente das torneiras. Então, na terça feira alguém chega ao Grilo e muito zangada diz: Domingo,vim de Lisboa com a minha neta (16 anos)
quando aqui chegámos, focês foram uma desilusão, ela vinha muito aflita para fazer "pipi" e vocês com as casas de banho fechadas...

Há ou não há "mágicos cansaços"


Ana Bela

quinta-feira, 17 de maio de 2012

As crianças são mesmo algo de muito belo. Depois de uma quinta feira cansativa, olhar para esta imagem até parece que passámos um dia achocolatado e muito doce.



Ana Bela




quarta-feira, 16 de maio de 2012

Aconteceu

Hoje, parou um táxi à porta do Grilo, saiu o ocupante, ficou o condutor. Tranquilamente o senhor dirigiu-se ao balcão, pediu um galão e um queque e com a mesma tranquilidade comeu.
Embora o pequeno almoço tenha sido um pouco mais caro porque o táxi continuou debitando euros, não deixou de nos surpreender, quando costumamos dizer que naquele café já nada nos surpreende. Afinal...


Ana Bela

terça-feira, 15 de maio de 2012

Momentos...

Fazia pouco tempo que estávamos no Grilo, quando uma senhora que morava no prédio alto da rua do Parque, chegou ao pé de mim e me disse: "tenho a minha casa à venda e acho que é a casa indicada para si, é grande e até tem lareira"
Nesse dia tive mesmo mau feitio e como me tiraram do sério fui explicando que morava em Nova Oeiras, que tinha lareira, garagem, uma casa grande, sómente cinco vizinhos, rampa de acesso, uma cozinha com 9 metros de comprimento e mais coisas. Foram-me apresentadas desculpas, tinha sido mal informada.

Pergunto, terá sido por não ter ar de tia, ou quem vive na Figueirinha tem o meu ar? e que mal tem viver na Figueirinha?


Ana Bela

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Também eu abro os braços ao Sol. Também eu passei um bom dia. Também eu tive calor e luz e a esperança que não mais a chuva.


Ana Bela

domingo, 13 de maio de 2012

Por vezes, queria agarrar o tempo dobrá-lo muito bem e depositá-lo dentro de uma caixinha amarela. Abria-a muito pouco para que os dias não se evaporassem. Ainda há pouco o tempo tinha tanto tempo! Deve ser mesmo assim... há um certo espaço da nossa vida que não tem "tempo" depois há um tempo que já não tem "espaço"...


Ana Bela