quinta-feira, 26 de novembro de 2015
A batedeira
Tento alimentar este blog todos os dias, por vezes, acontecem pequenas acidentes que me impedem de o fazer, meti a mão dentro da batedeira dos queques com ela em movimento. claro que entalei a mão. Qualquer movimento era doloroso. Mas cheguei hoje um pouco atrasada, bastante negra, mas já com mais facilidade de movimentos.
sábado, 21 de novembro de 2015
Mário Quintana
De metáforas está o dia a dia cheio, mas eu acho esta o máximo. Talvez por me ter lembrado (e não foi essa a ideia de Mário Quintana ) da delicadeza que as pessoas põem na degustação de uma manga, agredindo o seu sabor com faca e garfo, quando eu (e possivelmente mais alguns ), gosto de comê-la às dentadas ficando toda lambuzada. O mesmo tenho feito com a minha vida, ataco-a, luto e guardo na gaveta a faca e o garfo.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Verdades em poesia
Não me meto em política, não gosto de ver jogos de futebol e não leio os livros de Margarida Rebelo Pinto. A minha poesia é de amor e saudade, de mar e maresia de gaivotas e barcos que só eu vejo.
Mas... há poetas que embora partidos e vividos em outros séculos, intuíram estes tempos em que vivemos. José Régio como exemplo. Mas há mais, muitos mais.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!
"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude.
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
Rui Barbosa
Mas... há poetas que embora partidos e vividos em outros séculos, intuíram estes tempos em que vivemos. José Régio como exemplo. Mas há mais, muitos mais.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!
"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude.
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
Rui Barbosa
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Rio Doce
O rio doce que morreu
O rio doce que virou lama
Ouvi esta manhã na TSF uma crónica de Fernando Alves que me deixou com a sensação de também eu estar enlameada. Como é possível os homens acabarem com os homens, com os rios as plantas as algas os peixes a água. A loucura é que se alguém rouba, prendem-no, se alguém mata um rio doce e cheio de vida, paga uma multa.
Ou eu não sou deste planeta ou me enganam quando me dizem eu viver no Planeta TERRA.
Não vale a pena viver por aqui. tenho urgentemente de encontrar um lugar onde possa nadar em rios brancos e doces.
O rio doce que virou lama
Ouvi esta manhã na TSF uma crónica de Fernando Alves que me deixou com a sensação de também eu estar enlameada. Como é possível os homens acabarem com os homens, com os rios as plantas as algas os peixes a água. A loucura é que se alguém rouba, prendem-no, se alguém mata um rio doce e cheio de vida, paga uma multa.
Ou eu não sou deste planeta ou me enganam quando me dizem eu viver no Planeta TERRA.
Não vale a pena viver por aqui. tenho urgentemente de encontrar um lugar onde possa nadar em rios brancos e doces.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
O cheiro
Tenho tantos cheiros na minha memória, que até consigo achar que cheiro é o que fica para sempre dentro dela.
Sinto o cheiro de arroz doce que a mãe fazia na cozinha, se fechar os olhos sei que a qualquer momento vai chegar a taça e cheirar a canela quente.
Sinto o cheiro da tua pele, mesmo que já não estejas aqui
Sinto o cheiro do sabão azul e branco com que se lavava a roupa...
Tenho tantos cheiros na minha memória arquivados, tanto cheiro a noites quentes de Verão, que posso sempre ir buscar um a um e passear com eles de mão dada embalada no cheiro a cera fresca da casa da minha mãe.
cito
" Cresci no meio de livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó cujo cheiro ainda conservo nas mãos"
Carlos Ruiz Zafón
Sinto o cheiro de arroz doce que a mãe fazia na cozinha, se fechar os olhos sei que a qualquer momento vai chegar a taça e cheirar a canela quente.
Sinto o cheiro da tua pele, mesmo que já não estejas aqui
Sinto o cheiro do sabão azul e branco com que se lavava a roupa...
Tenho tantos cheiros na minha memória arquivados, tanto cheiro a noites quentes de Verão, que posso sempre ir buscar um a um e passear com eles de mão dada embalada no cheiro a cera fresca da casa da minha mãe.
cito
" Cresci no meio de livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó cujo cheiro ainda conservo nas mãos"
Carlos Ruiz Zafón
sábado, 14 de novembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Milan Kundera o meu preferido dos 20 anos
Ando com vontade de voltar a ler alguns livros de Milan Kundera. Também ando com vontade de separar estes dois Mundos onde vivo pois que o imaginário onde me deito à noite não me deixa estar bem acordada no Mundo onde me levanto e ando e trabalho e abraço os amigos e sorrio (talvez por vezes).
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