sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Dos poemas da gaveta

Não sei se os poetas achariam que isto é poesia mas... os entendidos nunca encontrarão, são poemas de gaveta.

Regresso

Habito um sonho
demasiado grande
para a recordação
das pessoas das coisas e dos sítios
que deixei para trás.

Atravessam-me
meteoricamente a memória.
Regresso ao ponto de partida
e vejo
por entre a neblina
materializar-se a saudade.
Demorei muito tempo
a voltar
somente a porta está aberta
entro,
oiço os sons,
misturam-se os cheiros
no silêncio do passado.

Cresci...
não encontro as bonecas,
os brinquedos,
só a porta está aberta
para poder regressar.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

As crianças

Num infantário perto do Grilo, as crianças fizeram trabalhos para o dia dos namorados. A educadora perguntou o que era o dia dos namorados, de muitas respostas curiosas, esta foi aquela a que achei mais piada.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Choros

Se não fosse o Google, não me teria recordado da série de televisão que mais me fez chorar. Não perdia episódio nenhum de "Uma casa na pradaria" .
Sempre fui muito chorona a ver dramas, mesmo aqueles que acabam bem. Lembro-me que no Instituto de Odivelas via-mos cinema todas as sextas feiras no ginásio do Colégio. Claro que os filmes não tinham beijos na boca nem romances, eram sempre das missões, dos oprimidos, dos sem abrigo etc...
O filme, chamava-se (e não esqueço passados 45 anos) " Maria na aldeia das formigas" chorei tanto mas tanto que quando acabou e se acenderam as luzes, todas as minhas colegas riam de mim. Os meus olhos não se viam de tão inchados.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Ao fim da tarde

O Vasco lancha enquanto os lápis e canetas jazem em cima da arca dos gelados.






A Matilde brinca noutro canto com a avó

Noutra mesa, joga-se ao quatro em linha enquanto as mães conversam.

É assim no Grilo ao final da tarde. Eles brincam e fazem a sua bagunça. Interessa é que gostem de estar ali.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O ditado

A semana passada, estava eu na esplanada, quando uma senhora me diz: Sabe que eu não sou capaz de comer as suas empadas até ao fim? têm muito frango, não podia por menos?.

Não sei se estou errada ou se o povo tem razão  " Somos presos por ter cão e por não ter"



sábado, 31 de janeiro de 2015

Será poema... será qualquer coisa que eu escrevi...

Queria guardar a saudade
num sitio fundo e escuro
onde a memória não a encontrasse.
Mas como fazer depois
para ver as estrelas que tiravas do céu
e penduravas nos meus cabelos.