quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Sonhos e não sonhos

Ontem, mais uma vez o cansaço me venceu, Quanto mais me custa estar tantas horas no Grilo, mais me lembro que o tempo passa muito depressa. Se pudesse voltar atrás, nunca teria tido quando pré adolescente, tanta vontade de ser adulta.
Talvez defeito de colégio interno, sonhei e fiz histórias para quando fosse crescida.
Ter um filho igual ao que escolhi, rapaz, olhos verdes, cabelos lisos. Claro que dores nas costas e artroses, nunca entraram nas minhas histórias.

sábado, 31 de outubro de 2015

O meu melhor amigo

Bom fim de semana que a criança está bem guardada. Como eu adoro o CÃO.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A minha prosa

Se não já não escrevo poesia, é porque também já pouco sorrio e as minhas gargalhadas já não se ouvem. Murchou chorando a magia de que são feitos os poemas.

Escrevo ainda alguma prosa porque vou desenhando letras que me parecem sair somente da ponta da caneta. Ou não?

"Cruzei-me contigo numa esquina qualquer daquela rua deserta. Não sei como foi, nem como deixei os meus olhos presos tempo demais aos teus. Naquela atrapalhação de sensações desconhecidas, sorriste-me (saberás que tens o sorriso mais cativante do Mundo ?)
Quando ris, o som sai sincero, abraça o dia entra nas nossas almas e por lá fica fazendo eco, até que noutra esquina te volte a encontrar."

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O amor

Prova de que o amor continua mesmo quando se vive há muitas décadas juntos. Há tantas formas de amor! tanta maneiras de se ser feliz, de se dizer estou aqui...

terça-feira, 27 de outubro de 2015

" Índia "

Sei que lês o blog minha amiga "índia" (como te chamo com muita amizade), este é um dia que ninguém esquece, mas também sabemos que um dia acontece. Eu perdi o meu pai quando ele ainda não tinha feito 40 anos e lembro-me desse dia como se fosse hoje. Tinha 13 anos.
quando a dor for menos pesada, vais ver que te vais lembrar de tudo o que viveram juntos e possivelmente sorrirás.
Eu sorrio quando vejo um baloiço e me lembro da chata que fui para ele me empurrar até eu me cansar. Ele empurrava. O teu também, tenho a certeza.

sábado, 24 de outubro de 2015

Mais soninho

Vamos mudar a hora, vamos ficar no quentinho mais 60 minutos e logo depois vamos ter que ir...
trabalhar e ao fim de um tempo já nem damos pela mudança...

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Cansaço

Estou verdadeiramente cansada. Por isso procurei na enciclopédia da minha cabeça de poetas e poemas, aquele que mais fielmente traduzisse o cansaço que arrasto dia após dia, que puxo com força desde as seis da manhã de todos os dias dos meus dias.
Não me posso esconder atrás de Álvaro de Campos (sendo Fernando Pessoa) sou Ana Bela não tenho heterónimos.

Cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço  -
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas -
Essas e o que falta nelas eternamente - ;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
                Álvaro de Campos, in "Poemas".