Primeiro passo
Hoje, alguém nos pediu 3 cenouras para fazer um bolo.
Segundo passo
Aparecem as meninas que ajudavam na confeção, pedindo uma balança pequenina.
Terceiro passo
Só temos uma balança industrial que é muito pesada. As meninas resolvem o Quarto passo.
Vão embora e quando voltam trazem um pacote de açúcar e um de farinha e pedem para pesar 280 gramas de cada. o mais engraçado é que estavam trajadas a rigor até com o pormenor do chapéu de cozinheiro daqueles que parecem uma chaminé e um avental que as cobria até aos sapatos.
O Grilo é o Grilo.
Será que existe por ai perdido algum Grilo que cante tanto como o nosso?
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
sábado, 7 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Todos os dias deviam ser um poema
David Mourão Ferreira
Nocturno
Eram na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...
Era, no copo, além do gim, o gelo;
além do gelo , a roda de limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.
Era no gira-discos, o Martírio
de São Sebastião, de Debussy...
Era, na jarra, de repente, um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.
Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança...
Nocturno
Eram na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...
Era, no copo, além do gim, o gelo;
além do gelo , a roda de limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.
Era no gira-discos, o Martírio
de São Sebastião, de Debussy...
Era, na jarra, de repente, um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.
Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança...
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
O imaginário
Hoje uma mãe foi até à porta da cozinha com a filhota. Pareceu-me um pouco tensa ao dizer-me que a C. tinha um amigo e insistia que a mãe me dissesse. Ao fim de muitas palavras "enroladas" percebi que o amigo era imaginário. Quando a C. disse que eram horas de ir para a escola, disse-me : Até amanhã Bela, eu e o "João" não queremos chegar atrasados.
Não consegui ter uma conversa normal com a mãe, devido à presença da filha mas gostaria...
Não consegui ter uma conversa normal com a mãe, devido à presença da filha mas gostaria...
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Sonhos e não sonhos
Ontem, mais uma vez o cansaço me venceu, Quanto mais me custa estar tantas horas no Grilo, mais me lembro que o tempo passa muito depressa. Se pudesse voltar atrás, nunca teria tido quando pré adolescente, tanta vontade de ser adulta.
Talvez defeito de colégio interno, sonhei e fiz histórias para quando fosse crescida.
Ter um filho igual ao que escolhi, rapaz, olhos verdes, cabelos lisos. Claro que dores nas costas e artroses, nunca entraram nas minhas histórias.
Talvez defeito de colégio interno, sonhei e fiz histórias para quando fosse crescida.
Ter um filho igual ao que escolhi, rapaz, olhos verdes, cabelos lisos. Claro que dores nas costas e artroses, nunca entraram nas minhas histórias.
sábado, 31 de outubro de 2015
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
A minha prosa
Se não já não escrevo poesia, é porque também já pouco sorrio e as minhas gargalhadas já não se ouvem. Murchou chorando a magia de que são feitos os poemas.
Escrevo ainda alguma prosa porque vou desenhando letras que me parecem sair somente da ponta da caneta. Ou não?
"Cruzei-me contigo numa esquina qualquer daquela rua deserta. Não sei como foi, nem como deixei os meus olhos presos tempo demais aos teus. Naquela atrapalhação de sensações desconhecidas, sorriste-me (saberás que tens o sorriso mais cativante do Mundo ?)
Quando ris, o som sai sincero, abraça o dia entra nas nossas almas e por lá fica fazendo eco, até que noutra esquina te volte a encontrar."
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