Bebi agora um Ruby
Não me soube nada bem.
Gosto mais no Grilo,
quando é Raquel a servi-lo.
Agosto 2006
Ana Bela
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Quando via o SATU, aquele comboiozinho que anda para cima e para baixo, sentia uma certa curiosidade em saber quem o utilizava pois que me parecia, visto de longe, totalmente vazio. Invariavelmente o meu olhar era atraído por ele. Um dia, como não sou de meias medidas, comprei um bilhete e embarquei. Fiz a viagem de ida e volta sem ver ninguém, o curioso é que o conforto e o design fez-me lembrar que ia num anfíbio e que a qualquer momento ia sulcar os oceanos.
É pena que o custo do bilhete seja tão elevado porque a sensação até é gostosa, experimentem.
Ana Bela
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Momentos Hilariantes
No habitual convívio das tardes do Grilo, onde os jovens se encontram com os amigos, entrou um deles. Percebemos que algo se passava, pois que a risota era grande na esplanada.
Veio dar-me um beijinho como é costume de tantos e quando se voltou percebi porque riam.
Trazia preso nas calças o resto do papel higiénico. Imaginam a figura que fez até chegar ali.
Ana Bela
Veio dar-me um beijinho como é costume de tantos e quando se voltou percebi porque riam.
Trazia preso nas calças o resto do papel higiénico. Imaginam a figura que fez até chegar ali.
Ana Bela
terça-feira, 23 de junho de 2009
Pai
Acordei num dia pardacento e eu tão nevoenta como ele. Não me apetecia fazer nada, fiquei sentada a pensar, enrolada numa manta, como se a mesma me protegesse do aborrecimento do dia.
Apoderou-se de mim uma vontade tão grande de te ver, de aquecer as minhas mãos nas tuas.
Aos poucos, fui sentindo que algo me puxava para o interior, deixei-me ir. Encontrei muita gente que guardo no lado esquerdo, dei beijos, abraços e foi muito difícil separar os abraços dos abraços.
Percorri ansiosamente todos os rostos que tanto amei, timidamente, lá estavam duas mãos estendidas onde se aconchegaram as minhas. Foi tão doce a sensação...
...Acordei, alguém me chamava por entre a neblina do sonho.
Não importa, sei agora o caminho...
Voltarei num dia pardacento.
Ana Bela
Apoderou-se de mim uma vontade tão grande de te ver, de aquecer as minhas mãos nas tuas.
Aos poucos, fui sentindo que algo me puxava para o interior, deixei-me ir. Encontrei muita gente que guardo no lado esquerdo, dei beijos, abraços e foi muito difícil separar os abraços dos abraços.
Percorri ansiosamente todos os rostos que tanto amei, timidamente, lá estavam duas mãos estendidas onde se aconchegaram as minhas. Foi tão doce a sensação...
...Acordei, alguém me chamava por entre a neblina do sonho.
Não importa, sei agora o caminho...
Voltarei num dia pardacento.
Ana Bela
segunda-feira, 22 de junho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Grande (a)braço
Um colega meu dava aulas do ensino primário a uma classe especial de crianças com problemas. Um dia pediu-lhes que desenhassem o retrato do professor. Enquanto perambulava pela aula olhando os desenhos, passou pelo Robert. O menino tinha desenhado uma figura muito pequena no canto inferior da folha e uma figura muito grande, com um braço ameaçador levantado, dominando o resto do papel. Intrigado, o meu amigo pediu a Robert que lhe explicasse o desenho.
- Este é o senhor - respondeu ele, apontando para a figura central. - E este sou eu - acrescentou, indicando a figura pequenina.
- Porque é que eu tenho o braço assim esticado? - perguntou o meu colega. - Sou algum policia?
- Não, senhor - disse Robert. - é só o seu braço. Espero que goste de mim o suficiente para me abraçar alguma vez.
E foi o que o meu amigo fez.
R.N. McGregor
Ana Bela
Um colega meu dava aulas do ensino primário a uma classe especial de crianças com problemas. Um dia pediu-lhes que desenhassem o retrato do professor. Enquanto perambulava pela aula olhando os desenhos, passou pelo Robert. O menino tinha desenhado uma figura muito pequena no canto inferior da folha e uma figura muito grande, com um braço ameaçador levantado, dominando o resto do papel. Intrigado, o meu amigo pediu a Robert que lhe explicasse o desenho.
- Este é o senhor - respondeu ele, apontando para a figura central. - E este sou eu - acrescentou, indicando a figura pequenina.
- Porque é que eu tenho o braço assim esticado? - perguntou o meu colega. - Sou algum policia?
- Não, senhor - disse Robert. - é só o seu braço. Espero que goste de mim o suficiente para me abraçar alguma vez.
E foi o que o meu amigo fez.
R.N. McGregor
Ana Bela
sábado, 20 de junho de 2009
Mais um poema dos "Nossos Vossos" livros,
Volume I Poemas no Café grilo
Ao fundo da minha praia
Ao fundo da minha praia
já não há cais onde acoste;
há, só, a espuma-cambraia
da onda a bater num poste.
E sem que apague o cigarro,
num gesto de amor vazio,
agora é, nele, que amarro
a proa do meu navio.
Ao fundo da minha praia...
já não há cais ...só um poste.
Veio a bruma do mar alto
veio o salitre do mar;
e o tempo tomou de assalto
a fateixa singular,
a deixa-la carcomida,
pouco a pouco, sem ver,
ate não restar mais vida
onde a vida se prender.
Ao fundo da minha praia...
já não há cais ...nem há poste.
Francisco Alvaredo
Ana Bela
Volume I Poemas no Café grilo
Ao fundo da minha praia
Ao fundo da minha praia
já não há cais onde acoste;
há, só, a espuma-cambraia
da onda a bater num poste.
E sem que apague o cigarro,
num gesto de amor vazio,
agora é, nele, que amarro
a proa do meu navio.
Ao fundo da minha praia...
já não há cais ...só um poste.
Veio a bruma do mar alto
veio o salitre do mar;
e o tempo tomou de assalto
a fateixa singular,
a deixa-la carcomida,
pouco a pouco, sem ver,
ate não restar mais vida
onde a vida se prender.
Ao fundo da minha praia...
já não há cais ...nem há poste.
Francisco Alvaredo
Ana Bela
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