quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Alice

A "Miúda dos Abraços" já veio ao Grilo buscar o abraço que eu tinha para ela. Fiquei a saber hoje que a sobrinha dela a Alice nasceu mas não no "Pais das Maravilhas". Tem a sorte de ser bebe e não saber que na história existe um coelhinho. Um dia alguém lhe vai contar. Parabéns à tia.
Não esperes pelo Sol nem pela Primavera, vai ver a Alice que ela espera por ti. Os bebes são o que de mais cor de rosa existe nesta vida, logo logo, mudam de cor.


Ana Bela

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

As bonequinhas

Neste dia estava uma ventania que dificultava o trabalho da Ana Jacinto, confesso que fiquei com pena dela que estava ali a apanhar frio e para mim pensei que não tardaria nada e alguém na noite dos Lombos ia estragar as bonequinhas. Enganei-me, elas lá estão. Soube que afinal as pessoas que fazem grafites, respeitam os grafites dos outros. Ainda bem, porque as nossas crianças gostam muito delas.


Ana Bela

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Um filho

Ontem, dia dos namorados, o Pedro, resolveu dar-me rosas amarelas. Se algo me dão e eu gosto; rosas amarelas eu amo.
Nunca me tinham dado assim flores ou não tivesse eu um filho muito especial. Desmanchou o ramo e foi colocando uma rosa nos sítios que ele sabe eu vou. A primeira na casa de banho onde vou em primeiro lugar tomar um banho, outra em cima do sofá onde me sento um pouco a descansar, de seguida vou escrever o Blog e lá estava a rosa amarela em cima do teclado aqui, parei e pensei, não, tem que haver outra em cima da minha almofada e lá estava ela sorrindo para mim. Eu adoro este filho.


Ana Bela

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O dia dos namorados na escrita das crianças



Devíamos namorar todos os dias, não é nada difícil, é só ser sempre e em qualquer idade, o que éramos quando escolhemos a tal pessoa especial. Acredito que é o casal que mutuamente se ajuda a ser especial, que não desiste das flores, dos abraços e de surpreender.
Bem. O Pedro andou a pedir aos meninos da primária, que escrevessem uma frase sobre o dia dos namorados. Eles escreveram e essas frases enfeitaram hoje as mesas do Café Grilo. Os nossos amigos mais pequeninos saíram-se muito bem.  


Ana Bela

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Chá da meia noite

Ontem dizia que a minha amiga está doente, ontem também dizia que não havia poesia, ontem mais uma vez tentei apelar à minha veia poética e nada sobrou dela, mas há poetas e há poemas e este que transcrevo, para mim é muito bonito, espero que para a minha amiga também seja.

Com as mãos

Com as mãos
construo
a saudade do teu corpo
onde havia

uma porta,
um jardim suspenso,
um rio,
um cavalo espantado à desfilada.

Com as mãos
descrevo o limiar,
os aromas subtis,
os largos estuários,

as crinas ardentes
fustigando-me o rosto,
a vertigem do apelo noturno,
o susto.

Com as mãos procuro
(ainda) colher o tempo
de cada movimento do teu corpo em seu voo.

E por fim destruo
todos os vestígios (com as mãos):
Brusca-
mente.

Eduino de Jesus


Ana Bela





quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Fiz muitos amigos nas nossas sessões de poesia, hoje, infelizmente o nosso anfitrião, passa por momentos de angustia com a grave doença da esposa. Lembro com muita intensidade o chá que ela nos servia por volta da meia noite, jamais algum chá me irá saber como aqueles. Traziam poesia, magia e sensibilidade.
Como a vida é surpreendente... hoje estamos bem, amanhã uma dor forte e o médico dá-nos a maior bofetada, tão grande, que as nossas vidas fazem uma volta de 360 graus. De todo o meu coração, que se consiga ultrapassar a dor de ver a vida perder a poesia.

Ana Bela

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Leitura e companhia

Sei que estou atrasada, por norma, escrevo este post logo no início de cada mês.
Este foi um dos livros que recebi no Natal e embora tenha sido uma leitura que fazíamos na escola, nunca é de mais relembrar. Não sei se aconteceu a todos, mas era um dos livros que estava no programa de Português.
Esta edição é a 23ª sendo a primeira vez que é publicada pela Assírio & Alvim (Novembro de 2013). Vamos pois ler ou reler um livro de prosa apuradíssima.


Ana Bela