Alguém me contou, por um destes dias, que este ano os amigos, no Natal, resolveram juntar um determinado montante em dinheiro, e não compram prendas, entregam o mesmo a uma instituição por eles escolhida.
Aplaudi de pé a ideia e a isto sim, eu chamo Natal.
E porque há quem não o tem e porque há quem tem estes sentimentos, este ano, talvez olhemos mais uns para os outros.
Ana Bela
terça-feira, 17 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Para que o Livro do Desassossego, desperte em quem não o conhece, a vontade de o pedir ao Pai Natal.
"Junta as mãos, põe-as entre as minhas e escuta-me, ó meu amor.
Eu quero, falando numa voz suave e enbaladora, como a dum confessor que aconselha, dizer-te o quanto a ânsia de atingir fica aquém do que atingimos"
Fernando Pessoa
Ana Bela
"Junta as mãos, põe-as entre as minhas e escuta-me, ó meu amor.
Eu quero, falando numa voz suave e enbaladora, como a dum confessor que aconselha, dizer-te o quanto a ânsia de atingir fica aquém do que atingimos"
Fernando Pessoa
Ana Bela
domingo, 15 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
Quando no dia 2 de Setembro, ao anunciar, no fim da sessão de poesia o tema para o mês seguinte, me lembrei, do que depois achei mais uma das minhas ideias malucas, "Pintar o vento", não sabia que afinal não era assim tão disparatado.
Passaram dois meses e os poemas continuam a chegar, um dia destes, reparo que poderá ser o sexto livro do Grilo.
Para não me repetir, podem ler a nova tentativa de "Pintar o vento", recebida no comentário do dia 13 de Novembro.
Ana Bela
Passaram dois meses e os poemas continuam a chegar, um dia destes, reparo que poderá ser o sexto livro do Grilo.
Para não me repetir, podem ler a nova tentativa de "Pintar o vento", recebida no comentário do dia 13 de Novembro.
Ana Bela
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Por incrivel que pareça, recebi hoje este poema vindo do Brasil, de alguém que gostou do tema da 5ª sessão "pintar o vento" demonstrando assim como o Mundo é pequeno e a poesia grande. Não sei quem é o senhor, mas agradeço e registo-o aqui com muito agrado.
TINGINDO O VENTO
JOSÉ ERNESTO FERARRESSO
Quando caminho pela praia,
e ouço o barulho do mar,sinto o vento me tocar,
como se algo quisesse falar.
Sinto a aragem daquele ar,
frio, calmo, e às vezes mais fortes,
que vem colorir meus momentos ,
e tingir minha face.
Cerro meus olhos e
imagino tingir e descobrir sua cor.
Relembra o prateado da lua, o doirado do sol,
mas é só um vento brando.
que corta a calma, que enche minh'alma,
meu íntimo e minhas lembranças.
Traz segredos que são meus,
do meu tempo de criança.Afasta de mim tristezas,
para trazer esperanças.
SERRA NEGRA
08/11/09
Ana Bela
TINGINDO O VENTO
JOSÉ ERNESTO FERARRESSO
Quando caminho pela praia,
e ouço o barulho do mar,sinto o vento me tocar,
como se algo quisesse falar.
Sinto a aragem daquele ar,
frio, calmo, e às vezes mais fortes,
que vem colorir meus momentos ,
e tingir minha face.
Cerro meus olhos e
imagino tingir e descobrir sua cor.
Relembra o prateado da lua, o doirado do sol,
mas é só um vento brando.
que corta a calma, que enche minh'alma,
meu íntimo e minhas lembranças.
Traz segredos que são meus,
do meu tempo de criança.Afasta de mim tristezas,
para trazer esperanças.
SERRA NEGRA
08/11/09
Ana Bela
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
De Mário de Sá Carneiro e porque hoje estou cinzenta assim a atirar para preto.
Fim
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!
Esta é daquelas coisas que ficam no meio de tantas outras que esquecemos, dizem que cultura é isso, é o que fica. Este poema eu sei de cor.
Ana Bela
Fim
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!
Esta é daquelas coisas que ficam no meio de tantas outras que esquecemos, dizem que cultura é isso, é o que fica. Este poema eu sei de cor.
Ana Bela
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